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Meio Ambiente

Estudos com insetos podem ajudar a solucionar crimes

Entomologia

Pesquisas sobre o tema foram apresentadas no evento Puxirum Entomológico, realizado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
por Portal Brasil publicado: 08/11/2013 16h40 última modificação: 29/07/2014 23h55

A Entomologia Forense, pesquisas com insetos para auxiliar a polícia e os médicos legistas a elucidarem crimes, é uma área em expansão na região Amazônica, especialmente em trabalhos acadêmicos e científicos. O tema foi um dos destaques durante o V Puxirum Entomológico realizado, durante os dias 4 a 6 de novembro, pelo Programa de Pós-Graduação em Entomologia do Inpa (PPG-ENT/ Inpa). O nome Puxirum é uma palavra na língua Nheengatu que significa união de esforços em prol de um algo em comum.

O objetivo principal do evento é aproximar os alunos da graduação dos estudantes da pós-graduação, mostrar os trabalhos desenvolvidos dentro do Instituto na área da Entomologia, além de discutir os desafios e avanços nesta área do conhecimento. “Alcançamos os objetivos, criando esse link entre os estudantes. Isso vai facilitar o intercâmbio e as escolhas dos graduandos na hora de decidir fazer a pós-graduação”, destacou Keppler, coordenadora do V Puxirum Entomológico.

Entomologia Forense

Usar insetos para auxiliar a polícia e os médicos legistas a elucidarem crimes é uma das áreas da Entomologia que avançam na Amazônia. A Entomologia Forense ajuda, por exemplo, peritos criminais a determinarem o tempo entre a morte de uma pessoa e a descoberta do corpo (intervalo pós-morte), saber se o corpo foi removido ou se houve uso de veneno e de drogas.

De acordo com a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTI), Ruth Keppler, a determinação do tempo de intervalo pós-morte pode ser feita através da utilização de insetos associados à decomposição de cadáveres. “Isso já vem sendo utilizado por órgãos públicos do Amazonas e é uma resposta das nossas pesquisas para aplicações em laudos criminais”, disse Keppler.

No corpo em decomposição são encontrados vários insetos. Os mais comuns são as moscas varejeiras (família Calliphoridae) e os besouros, que colonizam o material orgânico, onde desenvolvem suas crias. As moscas varejeiras são as primeiras a colonizar um corpo após a morte, na maioria das vezes em questão de horas. Somente quando o corpo está ressecado é que os besouros entram no processo.

Segundo a coordenadora, nos últimos dois anos tem aumentado consideravelmente o número de trabalhos no PPG-ENT dentro da Entomologia Forense, como a pesquisa desenvolvida por Tamires Rezende Vieira orientada por José Albertino Rafael, que analisou no Mestrado a presença de cocaína nas larvas de moscas criadas em tecido morto intoxicado, o que permite saber o intervalo pós-morte e se a causa foi por overdose da substância. Os experimentos foram feitos com coelhos.

Outras áreas da Entomologia já estavam em andamento ao longo dos anos e faziam parte da grade curricular do Programa, como a entomologia médica, entomologia agrícola e a taxonomia. “A biologia hoje é uma das áreas mais importantes para o futuro. É claro que ela não vem sozinha, ela vem acompanhada das tecnologias, como as engenharias, e nisso tudo a biologia pode ser uma ferramenta que se juntando a outras áreas pode alcançar o objetivo de ter biólogos atuando dentro da biologia do futuro”, destacou Ruth.

Atividades e homenagens

O Puxirum contou com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e participação de cerca de 120 estudantes e outros 30 professores e palestrantes. Palestra, mesas-redondas, mini-cursos, apresentação de trabalhos e concurso de fotografia fizeram parte da programação. O estudante do PPG-ENT Marcus Bevilaqua ganhou o concurso com a foto intitulada Louva-Deus San.
 

Fonte:
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

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