Meio Ambiente
Mata Atlântica é tema de projetos apoiados pelo MMA
Conservação
A ministra do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira, lança nesta segunda-feira (25), cinco publicações que retratam as lições aprendidas com a execução do Projeto Proteção da Mata Atlântica II, iniciado em 2009. O evento ocorrerá às 19h30, no Hotel Brasília Palace, em Brasília, durante o Seminário Aprendizagens e Perspectivas para Políticas Públicas de Biodiversidade e Clima para a Mata Atlântica, que encerra o Projeto Mata II.
Serão distribuídos 200 kits contendo os livretos da série Lições Aprendidas na Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (Sistematização de desafios e melhores práticas dos projetos-pilotos de Pagamentos por Serviços Ambientais; Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica; e Adequação Ambiental de Propriedades Rurais a partir da experiência da Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí), além do Roteiro para a Elaboração dos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica; e Mapeamentos para a conservação, restauração e uso sustentável da biodiversidade na Mata Atlântica: em busca de uma estratégia espacial integradora para orientar ações práticas.
De acordo com a gerente de Conservação da Biodiversidade do MMA, Daniela América de Oliveira, os participantes farão uma avaliação das experiências geradas pelas ações executadas e das lições aprendidas, que permitirão desenvolver estratégias espaciais para a conectividade entre os fragmentos da Mata Atlântica, definindo também onde será mais estratégico investir visando a restauração da mata. O projeto, coordenado pelo MMA, teve apoio técnico e financeiro da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ); do banco alemão KfW, por intermédio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio); e do Ministério do Meio Ambiente alemão, com investimento total de R$ 29,45 milhões (cerca de 9,5 milhões de euros).
Na pauta de debates estão temas como os instrumentos de pagamentos por serviços ambientais, os planos municipais de conservação e recuperação da Mata Atlântica, a adequação das propriedades rurais no bioma, e a estratégia espacial para orientar ações de conservação e restauração para a mata.”“O Projeto Proteção da Mata Atlântica II foi desafiador e deixa um bom legado para o próximo projeto, pois gerou experiências bastante enriquecedoras que deram a oportunidade de conhecer a realidade local, auxiliando positivamente na elaboração adequada de políticas públicas”, define a analista ambiental do MMA Ceres Belchior.
Biodiversidade e Mudanças Climáticas
Em parceira com a Agência Internacional de Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ, sigla em alemão) e o Banco Alemão para o Desenvolvimento (KfW), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) também dará início, em 2014, ao Projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica.
Com término previsto para 2017, a iniciativa visa a conservação da biodiversidade e a restauração de áreas abrangidas por mosaicos - conjuntos de unidades de conservação (UCs) de categorias diferentes ou não, próximas, justapostas ou sobrepostas, e outras áreas protegidas públicas ou privadas) selecionados -, contribuindo para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas na Mata Atlântica.
O projeto será coordenado pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF) do MMA e os dados levantados serão usados para orientar a formulação de políticas públicas que envolvam clima e conservação do bioma. “Estamos negociando uma cooperação financeira com o governo alemão para a continuidade das atividades de desenvolvimento na Mata Atlântica, incluindo componentes de mudança climática no Projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas em toda a extensão da Mata Atlântica”, explica a gerente de Conservação da Biodiversidade da SBF, Daniela América de Oliveira.
As atividades a serem desenvolvidas pelo Projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica terão recursos de, aproximadamente, R$ 44,33 milhões (14,3 milhões de euros). A cooperação financeira virá do banco alemão KfW; a doação ficará por conta do Ministério do Meio Ambiente, da Proteção da Natureza e Segurança Nuclear (BMU) da Alemanha; e a cooperação técnica será prestada pela GIZ. As atividades serão implantadas nos mosaicos Central Fluminense (Rio de Janeiro), Lagamar (Paraná) e Extremo Sul da Bahia, aplicando-se uma estratégia diferenciada para capacitação e fortalecimento institucional no Nordeste do Brasil.
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