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Meio Ambiente

Inpa abre ano letivo com formação de cientistas na Amazônia

Pós-graduação

Diretor ressalta a relevância social que a ciência tem para a sociedade amazônica
por Portal Brasil publicado: 10/03/2014 12h50 última modificação: 30/07/2014 03h15

O  Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/IMCT) abriu as atividades da pós-graduação no ano de 2014. Aproximadamente 100 alunos, que estão ingressando no mestrado, assistiram a palestra ministrada pelo diretor e pesquisador do Inpa Dr. Adalberto Luís Val. A palestra teve como tema “A pós graduação na Amazônia e seus desafios”, na última sexta-feira (7).

Além do palestrante, estiveram presentes na mesa Beatriz Ronchi Teles, coordenadora de Capacitação do Inpa e a Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Clima e Ambiente (PPG- CLIAMB) e Rita Valéria Andreoli, que representava a Pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Maria Paula Gomes Mourão.

Adalberto Luís Val destacou a vontade dos pesquisadores do Inpa há cerca 30 anos quando iniciaram os programas de Pós-Graduação no Instituto. Ele destacou também os aspectos humanos e sociais da região, já que aqui moram cerca de 25 milhões de brasileiros que têm os mesmos direitos ao desenvolvimento científico e tecnológico, à saúde, ao transporte e comunicação do que qualquer outro brasileiro desse país. “A riqueza dessa região não está só na diversidade biológica, mas está exatamente na diversidade cultural. Nós tendemos a falar e ressaltar plantas, bichos, a diversidade ambiental e muitas vezes esquecemos diversidade social e cultural que a gente tem na região”, disse.

 Val afirmou que é preciso entender que a ciência é uma atividade social com fins sociais e que é importante que os alunos se esforcem não apenas para pesquisar e serem titulados mestres, mas para que essas pesquisas cheguem à sociedade, pois a ciência é importante a partir do momento que ela passa a ter uma finalidade social.

Durante a palestra o diretor do Inpa apresentou aspectos históricos da região Amazônica e do Inpa e  falou dos desafios que o norte do país tem que enfrentar para desenvolver a pesquisa na pós-graduação. “A principal dificuldade é a fixação de recursos humanos na Amazônia. Eu acho que esse é o principal ponto. O desenvolvimento da região passa necessariamente pelo desenvolvimento de novos produtos, novos processos a partir do coração da floresta” declarou.

Segundo Beatriz Ronchi Teles, esse processo seletivo contou com mais de 500 inscritos dentre os quais foram selecionados 100 alunos que serão distribuídos em nove programas. Teles destacou também que em quarenta anos de pós-graduação já foram titulados mais de 1.800 estudantes entre mestres e doutores e que a previsão é que daqui a dois ou três anos o instituto chegue ao número de 2000 mestres e doutores atuando na região amazônica.

Os novos alunos do Instituto vêm de várias partes do país e se dizem ansiosos em estudar no interior da maior floresta tropical do mundo e em uma instituição conceituada. Para a estudante Yumi Sheu, natural do Espírito Santo, o sonho de todo biólogo  vir para a Amazônia. “Você pode trabalhar com qualquer bicho, planta, inseto porque aqui tem a maior biodiversidade do mundo”, ressaltou.

Já para a mestranda Maquelle Garcia, engenheira ambiental que veio do Mato Grosso para o Programa de Ciência de Florestas Tropicais (PPG-CFT), o Inpa é o melhor no que diz respeito a conceito de curso e profissionais, já que é referência nacional e internacional na área do estudo de florestas nativas. A estudante declarou que tem interesse de atuar na região Amazônica após concluir o mestrado.

Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

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