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Meio Ambiente

Governo leva água potável e produção de tilápias a Alagoas

Semiárido

Sistemas de dessalinização irão beneficiar 8,3 mil pessoas que vivem em zonas rurais do interior alagoano
por publicado: 14/04/2014 18h58 última modificação: 30/07/2014 03h14

Unidade demonstrativa do programa Água Doce na comunidade Timbaúba, em Cacimbinhas (AL), será entregue nesta terça-feira (15), pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Na ocasião, serão entregues 24 sistemas de dessalinização implantados no semiárido alagoano. A comitiva passará, também, por Santana do Ipanema e Maravilha e anunciará os convênios em execução em comunidades da região.

Os sistemas de dessalinização a serem entregues custaram R$ 2,2 milhões. Com eles, 8,3 mil pessoas que vivem em zonas rurais do interior alagoano passarão a ter acesso à água potável. A iniciativa foi viabilizada por meio de convênio do Ministério do Meio Ambiente (MMA) com o governo local, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Alagoas. As ações se desenvolvem na Bacia do Rio Traipu e englobam, ao todo, 24 comunidades divididas em 12 municípios.

Timbaúba

 A Unidade Demonstrativa de Timbaúba atende a 120 famílias, o que corresponde a cerca de 600 pessoas beneficiadas pelos 5 mil litros de água potável disponibilizados diariamente na região. O sistema foi estabelecido por meio de parceria do MMA com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Governo do Estado de Alagoas, com a cooperação técnica da Embrapa Semiárido, Embrapa Meio Ambiente, Associação Técnico Científica Ernesto Luiz de Oliveira Júnior (Atecel) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Além de permitir o acesso à água potável, o sistema proporciona outras atividades na região. Entre elas estão a criação de tilápias nos tanques com a água imprópria para consumo que sobra do processo de dessalinização. Até agora, foram feitas quatro pescas e, cada uma delas, atingiu a produção média de 500kg de peixes. No local, também são realizados treinamentos para o corte e o processamento da erva-sal, produzida com a água restante dos criadouros. Com as atividades, a comunidade conseguiu um fundo de reserva de R$ 4,1 mil.

Programa Água Doce

O Programa Água Doce (PAD) é uma ação do governo federal coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, em parceria com instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil. Visa o estabelecimento de uma política pública permanente de acesso à água de boa qualidade para o consumo humano, promovendo e disciplinando a implantação, a recuperação e a gestão de sistemas de dessalinização ambiental e socialmente sustentáveis para atender, prioritariamente, as populações de baixa renda em comunidades difusas do semiárido.

Lançado em 2004, o PAD foi concebido e elaborado de forma participativa durante o ano de 2003, unindo a participação social, proteção ambiental, envolvimento institucional e gestão comunitária local. Possui como premissas básicas o compromisso do Governo Federal de garantir à população do semi-árido o acesso à água de boa qualidade, além de ser amparado por documentos importantes como a Declaração do Milênio, a Agenda 21 e deliberações da Conferência Nacional do Meio Ambiente.

O PAD está estruturado em seis componentes: gestão, pesquisa, sistemas de dessalinização, sustentabilidade ambiental, mobilização social e sistemas de produção. O componente da gestão é responsável pela formação de recursos humanos, elaboração de diagnósticos técnicos e ambientais, manutenção e operacionalização dos sistemas, além de dar o apoio ao gerenciamento e manutenção dos sistemas. O componente pesquisa é direcionado à otimização dos sistemas de produção com o aprofundamento dos conhecimentos em plantas halófitas, nutrição animal e piscicultura.

 

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

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