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Meio Ambiente

Voluntários transformam o trabalho em ambiente sustentável

Agenda ambiental

Programa A3P do Ministério do Meio Ambiente incentiva mudanças de práticas em mais de 200 órgãos públicos
por Portal Brasil publicado: 08/04/2014 11h29 última modificação: 30/07/2014 03h14

O programa Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) completa, em 2014, 15 anos de existência. Criado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), incentiva ações sustentáveis no ambiente de trabalho, desde pequenas mudanças de hábito, até atitudes que geram economia. A A3P é uma iniciativa voluntária e que demanda engajamento pessoal e coletivo.

A coordenadora do programa, Ana Carla de Almeida, lembra que é uma agenda pioneira e um marco indutor das ações de sustentabilidade nos órgãos públicos. Parte do princípio de que a administração pública deve dar o exemplo na mudança dos padrões de produção e consumo. Ela explica que a agenda não é restrita ao meio ambiente. É mais ampla, trata de sustentabilidade, ou seja, envolve reduzir desperdícios, economizar recursos públicos, proteger o meio ambiente e proporcionar qualidade de vida no trabalho.

O programa conta hoje com diversas parcerias, em todas as esferas: federal, estadual e municipal. No total, 211 instituições possuem termo de adesão. Quem não tem o acordo assinado, pode participar da Rede A3P, canal de comunicação para troca de experiências, que conta atualmente com quase 500 órgãos cadastrados e 1.200 pessoas.

Expectativas

O diretor do Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental do MMA, Geraldo Abreu, afirma que a expectativa é criar um banco de dados que reúna as ações realizadas pelos órgãos vinculados ao programa. O MMA também está dialogando com os estados, para que as adesões sejam feitas com as secretarias estaduais de meio ambiente e, assim, as práticas sejam disseminadas nos municípios. Bahia, Ceará e Pernambuco já firmaram essa parceria. O programa tem, ainda, servido de base aos estados para criarem suas políticas nesta temática ambiental.

A A3P foi ganhando espaço ao longo da sua trajetória. Começou, em 1999, com a incorporação voluntária de boas práticas ambientais por parte dos integrantes da Comissão Interna do MMA e outros servidores. A iniciativa foi crescendo e os servidores foram se transformando em multiplicadores. O MMA oferecia assessoramento aos órgãos interessados que assinavam um termo de cooperação técnica. Em 2001, foi instituído o Programa Agenda Ambiental na Administração Pública. No ano seguinte, a A3P foi reconhecida pela Fundação das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) devido à relevância do trabalho desempenhado e dos resultados positivos obtidos ao longo do seu desenvolvimento, ganhando o prêmio “O melhor dos exemplos” na categoria” Meio Ambiente.

O termo de adesão passou a ser solicitado aos órgãos a partir de 2005. As instituições também passaram a apresentar um diagnóstico e um plano de trabalho. A adesão dura quatro anos e depois é preciso renová-la. O programa A3P também foi incluído, devido à sua importância, nos Planos Plurianuais do governo de 2004/2007 e de 2008/2011. A medida fortaleceu o programa, tornando-o um referencial de sustentabilidade nas atividades públicas.

Multiplicando boas práticas

O MMA utiliza a capacitação como ferramenta de propagação dos princípios de sustentabilidade aos gestores públicos. Somente neste ano estão sendo realizados oito cursos de capacitação. Também oferece, em seu site, diversos materiais que trazem orientações de como implantar o programa e sugestões de ações que geram mudanças de hábito e qualidade de vida no trabalho.

Como forma de reconhecer as boas práticas dos órgãos e estimular o bom exemplo, o MMA criou, em 2008, o Prêmio A3P. Esse ano será a quinta edição, com o número recorde de inscrições: 88 projetos. Segundo a coordenadora Ana Carla, o prêmio estimulou a implantação de ações. “A cada ano, o que a gente percebe é que não é só o número de projetos que aumenta, mas, principalmente, a qualidade dos projetos”, comemora.

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

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