Meio Ambiente
Atlas mostra situação atual da Mata Atlântica
Desmatamento
A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) acabam de divulgar os novos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, referentes ao período de 2012 a 2013. O levantamento mostra que, após dois anos da aprovação do novo Código Florestal, a taxa de desmatamento nas áreas de Mata Atlântica continua a subir. Comparado ao período anterior, o desmatamento aumentou 9%.
O levantamento foi apresentado pela diretora executiva da SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota, coordenadora do atlas pela organização; pelo pesquisador Flávio Jorge Ponzoni, coordenador técnico do estudo pelo Inpe; e pelo diretor de Políticas Públicas da fundação, Mario Mantovani.
O estudo aponta desmatamento de 23.948 hectares (ha), ou 239 quilômetros quadrados (km²), de remanescentes florestais nos 17 estados da Mata Atlântica, um aumento de 9% em relação ao período anterior (2011-2012), que registrou 21.977 ha.
A taxa anual de desmatamento é a maior desde 2008, quando o registro foi de 34.313 ha. No período 2008-2010, a taxa média anual foi de 15.183 hectares. No levantamento de 2010 a 2011, ficou em 14.090 ha.
Últimas décadas
Nos últimos 28 anos, a Mata Atlântica perdeu 1.850.896 ha, ou 18.509 km2 – o equivalente à área de 12 cidades de São Paulo. Atualmente, restam apenas 8,5% de remanescentes florestais acima de 100 ha. Somados todos os fragmentos de floresta nativa acima de 3 ha, restam 12,5% dos 1,3 milhões de km2 originais.
Segundo Flávio Jorge Ponzoni, do Inpe, os avanços tecnológicos têm permitido mais precisão nos levantamentos. “Mas, em razão da cobertura de nuvens, que prejudicam a captação de imagens via satélite, foram avaliados 87% da área total do bioma Mata Atlântica”, explica.
Saiba mais sobre a evolução dos números estado por estado e acesse os mapas.
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















