Meio Ambiente
Energia solar no Maracanã evita emissão de gás carbônico
Consumo sustentável
O Maracanã recebeu, nesta quinta-feira (8), um sistema de geração de energia elétrica por meio de painéis fotovoltaicos na cobertura da arena. Em uma área de 2.380 metros quadrados, foram instalados 1.552 módulos, o que permite a geração de 500 megawatts/h de energia por ano, o equivalente ao consumo de 240 residências. O projeto evita o despejo de 2.560 toneladas de gás carbônico na atmosfera por ano e auxilia na redução do consumo de energia do estádio.
A usina de energia solar foi criada por meio do consórcio Maracanã Solar, parceria entre a Light Esco (empresa do Grupo Light que comercializa energia e projetos de eficiência energética) e a EDF-Electricité de France, e com o apoio do governo do estado do Rio de Janeiro.
“O Maracanã Solar é um marco na inserção da energia solar na matriz energética estadual, em função da sua importância na promoção de fonte energética irrestrita, limpa e gratuita”, afirma o superintendente executivo da Light EscoMarco, Antonio Donatelli.
O investimento, feito por capital privado, é de cerca de R$ 12 milhões. O Maracanã passa a contar com geração e consumo no mesmo local (sistema net metering), o que contribui para conseguir a Certificação LEED (Green Building), entregue a edificações que adotam padrões sustentáveis na obra.
O modelo já integra a nova regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que incentiva essa modalidade por não sobrecarregar o sistema de distribuição e transmissão, e converge com objetivos do governo em transformar o Rio de Janeiro em Cidade Sustentável (Rio Capital de Energia).
O Maracanã foi reinaugurado com o sistema já instalado, mas só agora, depois de uma série de testes técnicos, é que o projeto vai começar a funcionar com a capacidade total.
Construção sustentável
Desde a reforma e adequação do Maracanã para sediar os grandes eventos esportivos no Rio, a sustentabilidade aparece como prioridade. A gestão de resíduos da reforma, determinada em até 75%, já supera os 90%, destinados para a reciclagem ou reaproveitamento dentro da obra.
Outro exemplo é o uso racional da água, com instalação de dispositivos economizadores nos banheiros e reutilização da água da chuva. Além disso, a obra contou com a utilização de materiais compostos por material reciclado (até 10% do custo total de materiais) e o uso de materiais fabricados ou manufaturados em um raio de até 800 km da obra (até 20% do custo total de materiais).
A nova cobertura também é usada na captação da água da chuva para a reutilização nos banheiros e irrigação do campo. O estádio conta ainda com iluminação feita por luminárias eficientes, bombas mecânicas e equipamentos de ar-condicionado tipo VRF, além da automação predial (edifício inteligente).
Em nota divulgada no último 7, a Secretaria de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia esclareceu que o sistema elétrico brasileiro está adequado para receber a Copa do Mundo. De acordo com o texto, “está assegurada a qualidade, confiabilidade e segurança do atendimento” em todas as cidades-sede do evento".
Fonte:
Portal Brasil com informações do Portal da Copa e Ministério da Minas e Energia
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