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Meio Ambiente

Inpa utiliza drone para obter dados florestais na Amazônia

Pesquisas da Amazônia

Aeronaves sem piloto são utilizadas para obter dados e dinamizar o acompanhamento dos níveis de carbono na floresta
por Portal Brasil publicado: 12/05/2014 19h30 última modificação: 30/07/2014 03h13

Para obter dados e estimar o nível de carbono da floresta amazônica, o estudante de doutorado do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), Carlos Celes, utiliza um aparelho chamado drone, como parte de sua pesquisa em Ciências de Florestas Tropicais. Além de estimar o nível de carbono na floresta, a pesquisa busca entender como esse carbono está mudando dentro da floresta e seu impacto no habitat natural.

Também conhecidos como Veículos Aéreos Não Tripulados (Vant), os drones são aeronaves que não precisam de pilotos embarcados para ser guiadas e que ficaram mais conhecidas pelo uso para fins militares.

A pesquisa de doutorando foi apresentada durante o Seminário Final do Projeto Cadaf (Carbon Dynamics of Amazonian Forest), realizado no auditório da Ciência, de 27 a 29 de abril. Durante a palestra “O uso do quadricóptero drone na obtenção de dados de sensoriamento remoto para o Inventário Florestal Contínuo (IFC)”, o doutorando explicou características técnicas sobre o aparelho, além de mostrar como se dá o processo de obtenção de imagens e como as fotos são convertidas em dados.

O trabalho foi iniciado em julho de 2013 e já foram feitos 150 voos, a maioria na Estação Experimental de Silvicultura Florestal e Reserva Florestal do Inpa (ZF2). Também foram feitos voos na Reserva Adolpho Ducke e em Itacoatiara (município a 176 quilômetros de Manaus). Os voos atingiam um raio de 500 metros.

Tecnologia utilizada

O modelo de drone utilizado nas pesquisas é o Md4-1000. O drone tem o corpo feito de fibra de carbono e capacidade para voar cerca de 80 minutos. Entre as vantagens de se utilizar esse equipamento estão o baixo custo de manutenção e operação, além da alta resistência à variação de temperatura (resiste temperaturas de -20°C a 50°C), chuva e poeira. De acordo com Celes o quadricóptero é mais versátil se comparados com os aviões, que são utilizados pra fazer esse tipo de mapeamento.

Durante o voo, uma câmera fotográfica digital é acoplada ao drone para a captura das sequências de imagens que serão sobrepostas para que se façam modelagens em 3 dimensões das áreas sobrevoadas. Outros trabalhos possíveis de se desenvolver são os de clareira, sombra, textura, dendrologia (estudo de plantas lenhosas como árvores e arbustos), fenologia (estudo dos fenômenos periódicos dos seres vivos e relações com o ambiente), dendometria, hidrologia, além de permitir o acompanhamento desses dados.

Além da câmera, é acoplado ao drone um sensor Lidar (Light Detection and Raging), que é uma caixa que emite pulsos a laser infravermelho e tira fotos para controle da área que o laser atinge. Esse laser faz um mapeamento em quatro planos perpendiculares e permite melhor captura de dados.


Fonte:
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia 

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