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Meio Ambiente

Instituição comemora 20 anos na translocação de peixes-bois

Conservação

Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos já promoveu a transferência 40 animais o cativeiro natural, no litoral norte de Alagoas
por Portal Brasil publicado: 14/05/2014 17h57 última modificação: 30/07/2014 03h13

Quatro peixes-bois marinhos serão translocados nesta quarta-feira (14) da sede do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), em Itamaracá (PE), para o cativeiro em ambiente natural localizado em Porto de Pedras, litoral norte de Alagoas. A ação faz parte das comemorações de 20 anos de reintrodução. Durante o período, 46 animais foram translocados.

Segundo informações do Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade (ICMBio) animais que serão translocados essa semana, batizados de Raimundo, Natália, Quitéria e Clara, foram encaminhados ao CRAS/CMA (Centro de Reabilitação de Animal Silvestre) com menos de 30 dias após os nascimentos.

Raimundo, o macho, foi encontrado em 2011 encalhado na Praia do Mangue/RN e resgatado pela equipe do PCCB/UERN (Projeto Cetáceos da Costa Branca). A Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) resgatou duas fêmeas no litoral do município de Icapuí (CE) e outra encalhada na praia de Retirinho, município de Aracati (CE).

Os quatro filhotes foram avaliados pelos especialistas e, segundo a coordenadora adjunta do CMA, Carla Marques, já estão em condições clínicas favoráveis para translocação aos cativeiros em ambientes naturais, localizados no estuário do rio Tatuamunha.

Marques afirmou lugar foi escolhido para provocar o mínimo de impacto possível aos peixes-bois marinhos e permitir que eles tenham ações naturais e se adaptem às mudanças de marés, temperatura, salinidade e turbidez da água. "Depois do período de adaptação no cativeiro em ambiente natural, a próxima etapa será a reintrodução dos peixes-bois marinhos na natureza para contribuir para conservação da espécie", disse.

Em 1994, o litoral alagoano foi palco da primeira soltura de peixe-boi marinho no Brasil e desde então foram translocados 31 dos outros 42 animais já translocados,  perfazendo 73,8% da população no local.

Sobre a espécie

O peixe-boi marinho (Trichechus manatus manatus) possui a distribuição geográfica da costa leste do México e América Central, nas Antilhas, e no norte da América do Sul até o nordeste do Brasil, no estado de Alagoas.

Estes animais chegam a medir até quatros metros de comprimento e na idade adulta pesam em média 500 quilos. O peixe-boi-marinho tem a pele rugosa, com a cor variando entre cinza e marrom-acinzentado. É o mamífero aquático mais ameaçado no Brasil, mas está ameaçado de extinção por conta dos constantes encalhes, atropelamentos por embarcação e ingestão de lixo jogado na água.

Entre as principais causas de mortalidade da espécie destacam-se a interação com o homem e doenças como viroses e parasitoses. O peixe-boi marinho está protegido por leis nacionais e o ICMBio, por meio do CMA, define as estratégias para conservação da espécie. Por isso, atua na avaliação do estado de conservação, elaboração e implementação do Plano Nacional de Ação para Conservação dos Sirênios, ordem ao qual pertencem os peixes-bois.

>> Confira a programação completa da translocação nos dias 14 e 15 de maio.

Fonte:
ICMBio

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