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Meio Ambiente

Ministra prega nova gestão para unidades de conservação

Debate

É preciso diferenciar tratamento das áreas protegidas urbanas e territórios remotos, destaca Izabella Teixeira
por Portal Brasil publicado: 29/05/2014 11h32 última modificação: 30/07/2014 03h13

Um novo modelo de gestão para os 70 milhões de hectares de unidades de conservação do País foi defendido pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, na 114ª. Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Meio Ambiente, em Brasília. Segundo ela, as avaliações feitas sobre a efetividade das áreas protegidas apontam a dimensão do desafio na gestão que precisam ser enfrentados.

“É inquestionável rever os modelos de gestão”, avaliou Izabella. Ela lembrou que o Brasil possui a maior extensão territorial em áreas protegidas no mundo. A gestão delas, explica, requer um tratamento específico. O ministério vem trabalhando em torno de reformas na gestão ambiental, particularmente em áreas protegidas, mais intensamente nos últimos quatro anos.

Territórios remotos

Durante a reunião, que aconteceu nesta quarta-feira (28), a ministra afirmou que é necessário gerenciar de forma diferente áreas protegidas urbanas e territórios remotos, que podem chegar a 3,5 milhões de hectares. A integração da gestão entre unidades de conservação estaduais e o Governo Federal foi citada como um dos desafios maiores. “Temos que ter uma visão de médio e longo prazo, de onde nos queremos chegar com estas áreas protegidas”, salientou.

As mudanças já começaram. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) está finalizando entendimentos com os governos de Pernambuco e do Paraná para integrar os sistemas de conservação federal e estaduais. “Estamos buscando não só dialogar com a efetividade das unidades, mas também com os resultados de proteção”, disse a ministra.

Outra mudança prevista diz respeito aos recursos humanos. A lotação dos servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do ICMBio estão sendo reavaliada, sem engessar a mobilidade territorial. As vagas para o concurso público, já aprovado no Congresso, para a contratação de 1.400 analistas ambientais serão oferecidas onde elas se fizerem necessárias. A lotação deve obedecer a critérios definidos territorialmente.

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

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