Meio Ambiente
Serviço Florestal Brasileiro capacita policiais militares
Produtos florestais
Policiais militares do Batalhão Ambiental de Goiás e do Distrito Federal participam de um curso sobre identificação de madeiras promovido pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) por meio do Laboratório de Produtos Florestais (LPF). A atividade, que acontece até esta sexta-feira (9), auxiliará os policiais a reconhecerem com maior precisão espécies de madeiras, principalmente do Cerrado e da Amazônia. A ação busca fortalecer a capacidade dos policiais de atuarem contra crimes ambientais.
Entre 2007 e 2009, segundo dados do Ibama, Brasília foi o 4º município que mais recebeu madeira serrada dos estados da Amazônia Legal, com 174 mil metros cúbicos. Goiânia foi o 10º, com cerca de 140 mil metros cúbicos.
Segundo o tenente Leomar Fernandes Santos, os policiais de Goiás que realizam o curso terão a missão de multiplicar os conhecimentos para outros profissionais da corporação. Os policiais que participam da capacitação atuam nos municípios de Caldas Novas, Goiânia, São Luís de Montes Belos, Uruaçu e outros do estado. A capacitação também conta com cinco policiais do Batalhão Ambiental da PMDF.
Fraudes comuns
Uma das fraudes mais conhecidas no mercado de madeira é transportar ou vender uma espécie como se fosse outra. “Existem madeiras que não podem ser cortadas e comercializadas, mas as pessoas cortam e transportam fazendo tal madeira se passar por outra espécie que é permitido o corte e a comercialização”, afirma a capitã do Batalhão Ambiental da Polícia Militar, de Goiás Sônia Barbosa dos Santos.
“No momento em que as equipes fiscalizam as madeireiras, precisamos saber se aquela madeira é legal ou ilegal, conhecer os tipos de madeira, para que possamos fazer a identificação. Ao conferir toda a documentação, ali vem especificado todo tipo de madeiras que ela tem. Daí, conferimos com o que está descrito”, afirma o tenente Leomar.
Um exemplo das madeiras que sofrem restrição ao comércio é o mogno. Porém, como sua aparência é muito semelhante às do cedro, da andiroba e do curupixá, que não são proibidas de corte, é necessário saber diferenciá-las para descobrir se um mogno está sendo transportado como se fosse uma das espécies citadas, por exemplo.
Carvão
O curso também mostra como diferenciar madeiras nativas daquelas de florestas plantadas. Esse conhecimento é útil quando se trata de fiscalizar cargas de carvão, por exemplo. Há casos em que o carvão é vendido como se fosse obtido de eucalipto de florestas plantadas, mas foi produzido a partir de árvores nativas do Cerrado.
Sobre o LPF
O Laboratório de Produtos Florestais (LPF) pe referência no estudo de madeiras no País. A instituição já realizou diversos cursos de identificação de madeira para analistas do Ibama, policiais e para técnicos de órgãos ambientais estaduais e municipais. Em 2012 e 2013, o LPF realizou cursos para a Polícia Civil do DF e também para agentes da Polícia Federal.
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