Meio Ambiente
Sistema registra queda nos alertas de desmatamento na Amazônia
Pesquisas espaciais
Os dados consolidados do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicam queda de 20% nos índices de alertas de desmatamento no período de agosto de 2013 a abril de 2014.
Ibama, Inpe e Força Nacional anunciaram, juntos, os números à imprensa, na última sexta-feira (23) no auditório ll do Ibama, em Brasília. O presidente do instituto, Volney Zanardi Júnior, se diz otimista com os índices em queda nos alertas de desmatamento, mas esclarece que esses dados não são definitivos.
Os números oficiais só serão conhecidos quando se consolidar o Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite): “Estamos trabalhando arduamente para coibir o desmatamento ilegal na Amazônia, mudando estratégias e ampliando parcerias, como a que foi estabelecida com os índios Kayapó, que resultou na destruição de 11 acampamentos de madeireiros na Terra Indígena Menkragnoti, em momento em que os satélites não captavam devido a cobertura de nuvens. Com a dedicação das equipes em campo, acreditamos que deveremos entregar a menor taxa de desmatamento da série histórica”, disse Zanardi.
Atuação do Ibama
Os números da fiscalização, resultado da Operação Onda Verde para o mesmo período avaliado, confirmam a atuação forte do Ibama: no total, foram 131 mil hectares de áreas embargadas nos nove estados da Amazônia Legal, cerca de R$ 1 bilhão em multas aplicadas, 87 tratores apreendidos, 42 camihões, 63 motoserras, 14 armas de fogo, três mil metros cúbicos de madeira serrada e 26 mil, de madeira em tora.
Os estados de Mato Grosso, Pará e Rondônia, historicamente os maiores desmatadores, registraram também as maiores quedas nos índices consolidados de alertas do Deter. Com a adoção de medidas de inteligência e ações integradas, o Ibama, em conjunto com a Força Nacional, vem utilizando bases móveis como estratégia de combate e a descapitalização dos ilegais como forma de coibir a retomada do desmatamento.
Índices anteriores
Em fevereiro, março e abril, 338 quilômetros quadrados (km²) de áreas de alerta de desmatamento e degradação na Amazônia foram identificados pelo Deter, o sistema de detecção em tempo real do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) baseado em satélites e destinado a orientar a fiscalização em campo.
Em fevereiro foram verificados 119 km², enquanto em março e abril houve o registro de 53 km² e 166 km², respectivamente.
Os resultados do Deter devem ser analisados em conjunto com as informações sobre a cobertura de nuvens, que afeta a observação por satélites. Em função da cobertura variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, o Inpe não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos obtidos pelo sistema.
Entre novembro e abril, época de chuvas na Amazônia, a observação por satélites se torna mais difícil devido à intensidade de nuvens que cobrem a região. Nessa época, o Inpe divulga os resultados do Deter agrupados por período, embora o sistema mantenha durante todo o tempo sua operação regular e o envio diário dos dados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e ao Ministério do Meio Ambiente, responsáveis pela fiscalização e pelo controle do desmatamento.
Deter e Prodes
Realizado pela Coordenação de Observação da Terra do Inpe, o Deter é um serviço de alerta de desmatamento e degradação florestal na Amazônia Legal baseado em dados de satélite de alta frequência de revisita.
Para computar a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia, o Inpe utiliza o Prodes, que trabalha com imagens de melhor resolução espacial capazes de mostrar também os pequenos desmatamentos.
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