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Meio Ambiente

ICMBio participa de convenção para proteger tartarugas marinhas

Conservação

Das sete espécies existentes no mundo, cinco ocorrem em águas brasileiras e todas estão relacionadas ao risco de extinção
publicado: 10/06/2014 16h52 última modificação: 30/07/2014 03h11

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas participou da 7ª Reunião do Comitê Consultivo da Convenção Interamericana para a Proteção e Conservação das Tartarugas Marinhas (CIT), realizado de 4 a 6 de junho na Flórida (EUA).

A convenção foi realizada para avaliar o cumprimento das resoluções pelos 15 países membros, analisar o status de conservação de algumas espécies que são compartilhadas por estes países e preparar os dados para a Reunião das Partes, a ser realizada em 2015 no México.

O coordenador Nacional do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas (Tamar/ICMBio), João Carlos Alciati Thomé, destacou que a espécie tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), no Oceano Pacífico, é a mais crítica. O número de ninhos caiu de 9 mil para 90 em apenas dez anos.

"No Atlântico, essa espécie está em melhor situação, com a maior população do mundo no Gabão e África. No caso do Brasil, a região norte do Espírito Santo, onde a espécie desova regularmente, encontra-se em processo de recuperação", relatou o coordenador do projeto Tamar/ICMBio.

Até a década de 1980 eram 14 ninhos por ano. De acordo com os estudos realizados pelo projeto Tamar, nos dez anos seguintes o número caiu para 24. Em 2001, subiu para 51 e atualmente são, em média, 97. O recorde foi em 2013, quando 30 fêmeas desovaram 150 filhotes.

Saiba mais sobre a tartaruga-de-couro

O Comitê também debateu acordos de cooperação com outras entidades e convenções para troca de informações, principalmente no que diz respeito à situação e às providências para a recuperar a tartaruga-de-pente (Eritmochelys imbricata), no Caribe.

"Acredito que o mais importante é que estamos conseguindo agrupar a informação de todos os países, padronizando-as para que falemos a mesma linguagem e possamos comparar os dados. Isso é fundamental para conservação de espécies migratórias, cujas populações são compartilhadas entre os países, nas diferentes fases do ciclo de vida. Também estamos apoiando e estimulando países que estão começando o trabalho de pesquisa e conservação, como Guatemala, Panamá e outros", afirmou Thomé, ressaltando que a reunião terminou com todas as metas atingidas.

Após o encerramento do encontro, os participantes visitaram o centro de conservação e reabilitação de tartarugas marinhas do Aquário de Tampa.

Sobre o evento

A Convenção Interamericana para a Proteção e Conservação das Tartarugas Marinhas (CIT) foi criada em 1996 para executar medidas comuns entre as nações, coordenar ações multilaterais para a conservação e proteção das tartarugas marinhas e assegurar a implementação de uma agenda regional para conduzir a recuperação dessas espécies. Aplica-se às áreas marítimas do Oceano Atlântico, do mar do Caribe e do Oceano Pacífico, onde cada uma das partes exerce soberania, direitos de soberania ou jurisdição em relação aos recursos marinhos vivos. 

Das sete espécies de tartarugas marinhas existentes no mundo, cinco ocorrem em águas jurisdicionais brasileiras e todas elas estão relacionadas ao risco de extinção, tanto na lista oficial brasileira quanto na chamada Lista Vermelha, da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Doze países estiveram representados – dez participaram presencialmente e dois por teleconferência –, além de representantes da sociedade civil, científica, organizações não governamentais, setor pesqueiro, dezenas de observadores de entidades e estudantes de Direito da Universidade de Stetson, sede da reunião.

Além de João Carlos Alciati Thomé, a coordenadora nacional de conservação e pesquisa do Projeto Tamar/Fundação Pró-Tamar, a oceanógrafa Neca Marcovaldi, também representou o Brasil.

Fonte:
ICMBio

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