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Meio Ambiente

Parques são opção para turistas no período da Copa do Mundo

Áreas Protegidas

Brasil dispõe de 69 parques nacionais com natureza preservada, cachoeiras, trilhas, mirantes, além da fauna e flora exuberantes
publicado: 20/06/2014 10h44 última modificação: 30/07/2014 03h11

Os mais de 700 mil turistas estrangeiros, que vieram ao Brasil para os jogos da copa do mundo da Fifa, encontrarão, além do futebol, atrações interessantes como as dezenas de parques públicos do País. Ao todo, o Brasil têm 69 parques nacionais, além de florestas, áreas de proteção ambiental e inúmeros parques locais.

Além de opção de lazer, os parques são uma oportunidade para conhecer um pouco mais da exuberância da natureza brasileira. A exemplo do Parque Nacional do Itaimbezinho, na Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul, e o Parque Nacional de Jericoacoara, Ceará, os parques estão abertos para receber os amantes da natureza.

De acordo com o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vizentin, muitos dos parques nacionais são de fácil acesso, localizados perto dos grandes centros urbanos, e são totalmente preservados, repletos de atrativos naturais, como cachoeiras, trilhas, mirantes, com fauna e flora exuberantes.

“A visita a um parque nacional propicia uma experiência de encantamento e de comunhão com a natureza, e vale mais do que mil palavras sobre a importância de se conservar”, define Vizentin.

O presidente do ICMBio lembra que o visitante deve recolher todo o lixo produzido e separar materiais recicláveis de restos orgânicos; não retirar plantas, nem levar lembranças do ambiente natural para casa. Pedras, flores, frutos, sementes e conchas devem ser deixados no local onde forem encontrados para que outros também possam apreciá-los.

Além de observar as recomendações e regras de visitação, é preciso conhecer a forma segura de visitação e exploração das trilhas, recorrendo ao serviço dos guias preparados, quando necessário. Cabe ressaltar que nos parques públicos não é permitido capturar nem alimentar os animais silvestres e é recomendável ajudar na educação de outros visitantes, transmitindo os princípios de mínimo impacto sempre que houver oportunidade de disseminar essa atitude responsável.

Para orientar os turistas, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) dispõe do guia Passaporte Verde, que apresenta informações sobre turismo sustentável, que respeita o meio ambiente, favorece a economia local e o desenvolvimento social e econômico das comunidades. Além de gerar emprego e renda, benefícios sociais e preservar o meio ambiente, as práticas do turista sustentável vão desde o planejamento da viagem até o meio de transporte utilizado.

Fragilidade

Milhares de pessoas procuram ambientes naturais nos finais de semana, durante as férias e feriados prolongados para atividades de lazer, incluindo passeios, prática de esportes de natureza, como montanhismo, canoagem, exploração de cavernas e mergulho, entre outras. Dessa forma, o MMA recomenda atenção, pois, na maioria desses locais, a natureza é frágil e precisa ser tratada com cuidado.

Para evitar surpresas, faça contato prévio com a administração da área a ser visitada para conhecer os regulamentos e restrições existentes. Informe-se sobre as condições climáticas do local e consulte a previsão do tempo antes de qualquer atividade em ambientes naturais para que o passeio transcorra em total segurança.

É importante lembrar que o salvamento em ambientes naturais é mais difícil e complexo, podendo levar dias e causar grandes danos ao ambiente. Portanto, não se arrisque sem necessidade. Avise à administração da área que você visitará sobre sua experiência, o tamanho do grupo, os equipamentos disponíveis, como bússola, celular e GPS, o roteiro e o retorno para facilitar o resgate em caso de acidente.

Recomendações

Aprenda a usar um mapa e uma bússola, e tenha um estojo de primeiros socorros. Acidentes e agressões à natureza, em grande parte, são causados por improvisações, negligência e uso inadequado de equipamentos.

Leve sempre lanterna, agasalho, capa de chuva, alimentos e água, mesmo para atividades de um dia ou poucas horas de duração. Observe os animais à distância. A proximidade pode ser interpretada como ameaça e provocar um ataque. Além disso, animais silvestres podem transmitir doenças perigosas.

Mantenha-se nas trilhas predeterminadas e não use atalhos, pois favorecem a erosão e a destruição de raízes e plantas. Acampe a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água. Não corte nem arranque a vegetação, e não remova pedras. Não queime nem enterre o lixo.

Caso não haja instalações sanitárias (banheiros ou latrinas) na área, enterre as fezes em um buraco de 15 centímetros de profundidade e a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água, trilha ou local de acampamento, e onde não seja necessário remover a vegetação. Traga de volta o papel higiênico utilizado. Não use sabão nem lave utensílios em fontes de água.

Não construa qualquer tipo de estrutura, como bancos, mesas, pontes, etc. Não quebre ou corte galhos de árvores, mesmo que estejam mortas ou tombadas, pois podem estar servindo de abrigo para aves, insetos ou outros animais. Não faça fogueiras. Elas enfraquecem o solo e representam uma das grandes causas de incêndios florestais.

Para cozinhar, utilize fogareiro próprio para acampamento. Para iluminar o acampamento, use lampião ou lanterna.

Fontes:
Ministério do Meio Ambiente
ICMBio

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