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Meio Ambiente

Reservas Mamirauá e Amanã ganham novos agentes voluntários

Unidades de Conservação

Profissionais capacitados irão realizar trabalho de sensibilização, educação e informação ambiental
publicado: 10/06/2014 14h35 última modificação: 30/07/2014 03h11

Novos agentes ambientais voluntários (AVVs) capacitados pelo Centro Estadual de Unidades de Conservação do Amazonas (Ceuc) receberam credenciais e agora são responsáveis por contribuir na conscientização das comunidades e na vigilância do uso de recursos naturais nas reservas Amanã e Mamirauá.

O biólogo Paulo Roberto de Souza, responsável pelas ações de proteção ambiental do Instituto Mamirauá, explica que os agentes são “os olhos da Secretária Municipal de Meio Ambiente para as coisas incorretas que aconteçam na comunidade, principalmente quanto às pessoas de fora que tentem usufruir de forma ilegal dos recursos da comunidade”.

A cerimônia de entrega dos certificados foi realizada nesta quarta-feira (4) e na quinta (5) nas cidades de Maraã e Uarini. Ao todo, 40 agentes receberam as credenciais para atuar nas reservas.

A meta nos próximos dois anos é formar 200 pessoas para garantir no mínimo 100 AAVs em atividade principalmente nas áreas em que o Instituto Mamirauá implementa e assessora acordos de pesca. Segundo Souza, a proteção nessas áreas garante o peixe para o pescador na época do manejo.

Sobre as reservas

A Reserva Mamirauá é a primeira Reserva de Desenvolvimento Sustentável brasileira, criada por decreto do governo do Amazonas, em 1996. Está localizada a cerca de 600 km a oeste de Manaus, na região do curso médio do rio Solimões. Abrange uma área de 1.124.000 hectares, que passa pelos municípios de Uarini, Fonte Boa e Maraã. Outros importantes municípios amazonenses situam-se em sua área de influência como Jutaí, Alvarães e Tefé, o principal centro urbano da região. É em Tefé que fica a sede do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, que partilha com o Governo do Amazonas a gestão das Reservas Mamirauá e Amanã.

Já a Reserva Amanã representa uma unidade de conservação de alto valor em termos da sua biodiversidade, pois abrange florestas de várzea e terra firme. Um dos fatores mais importantes na distribuição, comportamento e diversidade de formas de vida presentes na reserva é a variação sazonal no nível da água causada pelo padrão anual do regime de inundação dos rios e lagos da região. No período da cheia, forma-se uma área de floresta inundada (igapó). Porém, a quantidade de floresta inundada é menor em comparação com as áreas de várzea, e compreende uma pequena faixa ao longo do perímetro do lago Amanã.

Fontes:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Instituto Mamirauá

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