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Meio Ambiente

Aberta a temporada de avistamento de baleias-jubarte na Bahia

Ecoturismo

Mamíferos vindos da Antártida devem ficar até novembro na região do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos
publicado: 14/07/2014 19h11 última modificação: 14/07/2014 19h17

Aberta a temporada de avistamento de baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA). O mamífero começou a aparecer nas primeiras semanas de julho próximo à Ilha Siriba, uma das cinco que compõem o arquipélago, e deve ficar até novembro.

"As baleias vem da Antártida, onde se alimentam, e ficam aqui durante esse período para se acasalar, reproduzir e cuidar das crias", explicou Ricardo Jerozolimski, chefe da Unidade de Conservação (UC).

Com a chegada das baleias, os turistas podem fazer passeios de barco e chegar bem perto para tirar fotos, filmar e aprender mais sobre a espécie. Este ano, a comemoração ainda é maior porque a baleia-jubarte saiu da lista de espécies ameaçadas de extinção.

"No dia 22 de maio deste ano, o Ministério do Meio Ambiente reclassificou a espécie para "quase ameaçada" graças ao aumento da população em nosso litoral", comemorou Jerozolimski. 

Em 2013, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos recebeu 14 mil baleias durante o período de reprodução e a expectativa é que este ano o número seja ainda maior, ultrapassando os 20 mil indivíduos.

Para o chefe do Parque, a unidade é o principal ponto reprodutivo da espécie e concentra cerca de 90% das jubartes que chegam ao Brasil. "Isso se deve ao alargamento da plataforma continental, que deixa as águas mais mornas e calmas para reprodução e amamentação da espécie. Por isso elas nadam todos os anos milhares de quilômetros entre a Antártida e a América do Sul", finalizou.

Sobre o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos

Criado em 1983, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos foi o primeiro parque marinho do Brasil. Localizado há 70 km da cidade de Caravelas (BA), a UC é conhecida por proteger a região com maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, com opções de mergulho, recifes de corais imensos e coloridos, cavernas submarinas e uma grande variedade de peixes e outros animais marinhos, além do avistamento de aves.

Dados de monitoramento pesqueiro mostram que a pesca nas regiões vizinhas ao Parque movimenta mais de R$ 100 milhões por ano, o que representa 10% da receita da atividade no Brasil.

A unidade assegura a procriação das espécies contribuindo para a manutenção da pesca nas regiões vizinhas, que é o meio de subsistência para cerca de 20 mil pessoas na região.

O turismo é outra expressão da importância econômica da unidade, o fluxo turístico gerado pelo Parque garante centenas de empregos em hotéis, pousadas, restaurantes e demais atividades ligadas ao setor.

As normas de avistamento das baleias estão previstas na Portaria 117/2002, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovavéis (Ibama), que estabelece regras relacionadas à distância mínima permitida para que as embarcações se aproximem das baleias e ao tempo máximo para ficar próximo a elas.

Fonte:
ICMBio

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