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Meio Ambiente

Caatinga abriga 27 milhões de pessoas e ocupa 11% do território nacional

Biodiversidade

É no bioma exclusivamente brasileiro que vive o tatu-bola, animal em risco de extinção escolhido como mascote da Copa de 2014
por Portal Brasil publicado: 12/08/2014 14h34 última modificação: 13/08/2014 11h44
Exibir carrossel de imagens Divulgação/SECTMA Segundo especialista, a Caatinga é o bioma brasileiro de mais difícil de ser restaurado

Segundo especialista, a Caatinga é o bioma brasileiro de mais difícil de ser restaurado

A Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, ocupa 11% do território nacional e acolhe uma população de 27 milhões de pessoas, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Rico em biodiversidade, o bioma abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 de abelhas.

“A Caatinga existe apenas no Brasil e é um patrimônio muito valioso. É importante que as instituições unam esforços para preservá-la. Metade da bacia do rio São Francisco está situada na Caatinga, e grande parte das soluções de desenvolvimento regional passa por esse bioma. É possível conciliar produção econômica e desenvolvimento com a conservação. A conservação, na verdade, resguarda e potencializa o desenvolvimento”, afirma o pesquisador José Alves de Siqueira Filho, organizador do livro Flora das Caatingas do rio São Francisco, vencedor do prêmio Jabuti 2013 na categoria 'Ciências Naturais'

De acordo com Siqueira Filho, a Caatinga é o bioma brasileiro de mais difícil restauração. “As ações de restauração são muito mais caras do que as de conservação, então a conservação é sempre o melhor caminho. Além disso, o trabalho de restauração da Caatinga tem a escassez de água como fator limitante. A implantação bem sucedida de ações de restauração em áreas em que há pouca ou nenhuma água representa um imenso desafio científico e tecnológico”, explica o pesquisador, que atua no Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Crad-Univasf). 

“O umbuzeiro, que é uma árvore emblemática da Caatinga, está ameaçado e pode acabar extinto. As árvores dessa espécie que encontramos hoje em dia são muito idosas, com mais de 100 anos”, alerta Siqueira Filho. 

De acordo com o MMA, a Caatinga está presente nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e Minas Gerais. 

É essencialmente em áreas de Caatinga que vive o tatu-bola, animal escolhido como mascote da Copa do Mundo da Fifa deste ano. “É uma espécie exclusivamente brasileira que vive em um bioma exclusivamente brasileiro”, explica Rodrigo Castro, secretário-executivo da Associação Caatinga, instituição que propôs ao Comitê Organizador Local da Copa do Mundo a adoção do tatu-bola como mascote. 

Atualmente a Associação mantém uma campanha voltada para a preservação do animal. “Essa espécie é uma bandeira de preservação. A proteção do tatu-bola, de seu habitat, significa a proteção do bioma. A ararinha-azul, por exemplo, é uma espécie nativa da Caatinga que está extinta na natureza desde os anos 2000; hoje ela é encontrada apenas em cativeiro. O tatu-bola corre sério risco de ser extinto nos próximos 50 anos devido principalmente à degradação ambiental”, alerta Castro.

Plano de Ação Nacional para preservação do tatu-bola

Os Planos de Ação Nacional (PANs) são instrumentos de gestão para troca de experiências entre entidades com o intuito de buscar novas ações para conservação da biodiversidade. Assim, é possível reunir e potencializar os esforços para a preservação do meio ambiente.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) aprovou recentemente o PAN para preservação do tatu-bola. O objetivo é diminuir o risco de extinção de duas espécies do gênero Tolypeutes, ordem a que pertence o tatu-bola. Para atingir a meta, foi criado um Grupo de Assessoramento Estratégico e estabelecidas 38 ações.

"Em cinco anos, o objetivo é que a gente consiga diminuir esse grau de ameaça", afirmou a coordenadora-substituta de Planos de Ação do ICMBio (COPAN), Marília Marini.

Fontes:
Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba
Instituto Chico Mendes

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