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Meio Ambiente

Semiárido terá sistema de controle de desertificação

Desenvolvimento rural

Mecanismo de alerta permitirá atuar na prevenção, controle e na mitigação da degradação ambiental na região
publicado: 06/08/2014 10h23 última modificação: 06/08/2014 10h34

O Sistema de Alerta Precoce de Secas e Desertificação (SAP), com lançamento previsto para os próximos meses, foi avaliado por especialistas em oficina promovida pelos ministérios do Meio Ambiente (MMA) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) nesta terça-feira (5).

Segundo o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Paulo Guilherme Cabral,o SAP permitirá atuar na prevenção, no controle e na mitigação da degradação ambiental. "Este sistema, além de avaliar e monitorar a degradação do solo, também irá disseminar informações e orientar melhor a definição e a implantação de políticas públicas", afirmou.

O SAP é resultado de parceria entre o MMA, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), firmada em 2010. Os três organismos desenvolveram estudos de geoprocessamento, que incluem levantamento, análise e consolidação das informações georreferencidas sobre desertificação, degradação da terra e aridez.

Segundo o diretor do Departamento de Combate à Desertificação do MMA, Francisco Campello, o SAP é uma ferramenta importante para a realização do Plano Nacional de Mudanças do Clima. Ele destacou que o modelo agropecuário atual é o principal responsável pela perda de nutrientes do solo. “O tipo de uso e ocupação do solo é o que causa a degradação”, afirmou.

O homem é a causa

Um dos participantes da oficina, o professor doutor da Universidade Federal de Campina Grande, Marx Prestes Barbosa, apontou o lado humano da desertificação: “Os desastres são sociais”, disse. De acordo com ele, o processo de desertificação é social, político e econômico e decorre da questão do uso das terras.

“Temos uma herança da colonização. No Nordeste, houve uma colonização exploratória. Tudo o que era produzido, como açúcar e couro, era levado para a Europa. Havia grandes queimadas na caatinga. Toda a vegetação no semiárido é secundária”, explicou.

O professor sugeriu que o sistema inclua a dimensão humana nas indicações de prevenção à desertificação e que a defesa civil do Brasil seja treinada para atura nessa área. “É o homem que está fazendo isso, a natureza não se destrói sozinha”, finalizou.

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

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