Você está aqui: Página Inicial > Meio Ambiente > 2014 > 09 > Projeto viabiliza estudo sobre repartição de benefícios genéticos

Meio Ambiente

Projeto viabiliza estudo sobre repartição de benefícios genéticos

Biocomércio

Iniciativa contribui para elaboração de estratégias que apoiem o desenvolvimento local e a conservação da diversidade biológica
por Portal Brasil publicado: 29/09/2014 09h12 última modificação: 29/09/2014 09h12

A proteção da biodiversidade e a repartição dos benefícios decorrentes do acesso ao patrimônio genético (ABS) e conhecimentos tradicionais associados foram objeto de estudo realizado pela União para o Biocomércio Ético (UEBT) e pela Corporação Financeira Internacional (IFC, todos na sigla em inglês), ligada ao Banco Mundial (Bird). Parte dos resultados do processo ABS 2020, realizado em cooperação com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), foi apresentada a representantes do governo federal.

Patrimônio genético é definido como informação de origem genética, contida em amostras do todo ou de parte de espécime vegetal, fúngico, microbiano ou animal, na forma de moléculas e substâncias provenientes do metabolismo destes seres vivos e de extratos obtidos destes organismos vivos ou mortos, encontrados no local de origem, ou mantidos fora do local de origem, desde que coletados no território nacional, na plataforma continental ou na zona econômica exclusiva.

Momento crítico

O estudo apresenta análise do cenário atual sobre acesso e repartição de benefícios e as perspectivas para o futuro, visando promover a discussão do tema.

O secretário executivo do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, explicou a relevância política do ABS, fornecendo uma visão geral do momento crítico em torno das discussões sobre repartição de benefícios, além de enumerar seus desafios e oportunidades.

O projeto ABS 2020 pretende contribuir para a elaboração de regras, estratégias e ações que estimulem a inovação baseada na biodiversidade, apoiem o desenvolvimento local e aprofundem as iniciativas de conservação e uso sustentável da diversidade biológica.

“Trata-se de um projeto importante para governo e sociedade civil se posicionarem sobre o Anteprojeto de Lei (APL) 7.735, que se refere a patrimônio genético e repartição de benefícios no Brasil”, avalia a diretora do Departamento de Patrimônio Genético (DPG) do Ministério do Meio Ambiente, Eliana Gouveia Fontes.

O debate relação ao ABS 2020 permitiu, também, uma avaliação do estágio atual do APL no Congresso Nacional e do Protocolo de Nagoia, acordo internacional de que trata de repartição de benefícios decorrentes do uso do patrimônio genético, pendente de aprovação pelo parlamento brasileiro.

A reunião com a participação de representantes de pelo menos 16 órgãos de governo, do UEBT e do IFC. “Todos foram bem informados sobre o potencial de geração de riquezas a partir da utilização do patrimônio genético brasileiro, em vista do interesse demonstrado pelas empresas, conforme mostram os resultados parciais do projeto”, salienta Eliana Fontes.

Subsídios

A partir da avaliação, ainda que parcial, do estudo, a diretora do DPG acredita ser possível abrir novas oportunidades de negócios relacionados à biodiversidade brasileira, com elevado potencial de retorno em forma de repartição de benefícios que promovam o uso sustentável e conservação da diversidade biológica.

Segundo Eliana Fontes, os resultados do estudo servirão de base para o aperfeiçoamento do marco regulatório de acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado, e a repartição de benefícios dele advindos, além de fornecer informação consistente para a participação do Brasil nas reuniões do Protocolo de Nagoya sobre Acesso a Recursos Genéticos e Repartição Justa e Equitativa dos Benefícios derivados de sua utilização.

O documento foi adotado em Nagoya, Japão, em 29 de outubro de 2010, mas, até o momento, não foi ratificado pelo Congresso Nacional, colocando o Brasil na posição de mero espectador no ambiente internacional. A proposta já teve sua ratificação apresentada na Organização das Nações Unidas (ONU) em junho último, contendo as assinaturas de 50 países participantes.

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Brasil assina acordo de Paris sobre mudança do clima
A cerimônia reuniu mais de 130 chefes de Estado em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas
Mais de 80% das áreas rurais já foram registradas
O Ministério do Meio Ambiente apresentou, nesta sexta-feira (6), um balanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR)
Crise Hídrica: governo vai financiar recuperação de nascentes de rios
Serão R$ 45 milhões para criar até 30 Áreas de Preservação Permanentes (APPs) em assentamento da reforma agrária próximos a 18 regiões metropolitanas do País
A cerimônia reuniu mais de 130 chefes de Estado em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas
Brasil assina acordo de Paris sobre mudança do clima
O Ministério do Meio Ambiente apresentou, nesta sexta-feira (6), um balanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR)
Mais de 80% das áreas rurais já foram registradas
Serão R$ 45 milhões para criar até 30 Áreas de Preservação Permanentes (APPs) em assentamento da reforma agrária próximos a 18 regiões metropolitanas do País
Crise Hídrica: governo vai financiar recuperação de nascentes de rios

Últimas imagens

Vista da RPPN Raso do Mandi II, em Santa Catarina
Vista da RPPN Raso do Mandi II, em Santa Catarina
ICMBio/Germano Woehl Junior
Medidas permitiu reduzir em 12,5% a relação entre a quantidade de água consumida e o volume de petróleo processado
Medidas permitiu reduzir em 12,5% a relação entre a quantidade de água consumida e o volume de petróleo processado
Divulgação/Petrobras
Relatório da Unesco recomenda que cada país promova políticas para alcançar equilíbrio entre os setores da economia e a sustentabilidade dos recursos hídricos
Relatório da Unesco recomenda que cada país promova políticas para alcançar equilíbrio entre os setores da economia e a sustentabilidade dos recursos hídricos
Divulgação/Governo de São Paulo
Após reabilitação, quatro peixes-boi são devolvidos aos rios da Amazônia
Após reabilitação, quatro peixes-boi são devolvidos aos rios da Amazônia
Foto: Cláudio Sampaio/ICMBio
Após a apreensão, todos os animais foram devolvidos com vida ao rio Branco
Após a apreensão, todos os animais foram devolvidos com vida ao rio Branco
Divulgação/ICMBio

Governo digital