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Meio Ambiente

Técnicas transformam resíduos de alimentos em pratos saudáveis

Consumo sustentável

Capacitação resultou na criação de receitas como cará recheado com creme de maracujá e paçoca de semente de melancia
por Portal Brasil publicado: 03/09/2014 12h38 última modificação: 03/09/2014 12h40
Divulgação/Inpa Almondega de peixe acompanhada de palmito de pupunha foi uma das receitas elaboradas no curso

Almondega de peixe acompanhada de palmito de pupunha foi uma das receitas elaboradas no curso

Casca de banana, sementes de melancia e de jerimum, filé e espinha de peixe defumado, dentre outros resíduos de alimentos, transformaram-se em deliciosas iguarias, como bife empanado, paçoca e almôndega, no 'Curso de Aproveitamento Integral de Alimentos'. Algumas receitas estão disponíveis neste arquivo em PDF.

A capacitação de duas semanas foi promovida pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), em parceria com o Centro de Educação Tecnológico do Amazonas (Cetam) e a Universidade Nilton Lins,  no Laboratório de Dietética da Universidade Nilton Lins.

A partir dos conhecimentos científicos repassados por instrutores do Inpa e Cetam sobre pescados e frutos regionais, os cerca de 20 participantes do curso puderam criar suas próprias receitas que foram avaliadas, ao final de cada semana, a partir de valores nutricionais, apresentação visual e sabor. Donas de casa, profissionais liberais e alunos do curso de Nutrição da Nilton Lins participaram do curso.

Livro de receitas

De acordo com a organizadora do curso, a tecnologista do Laboratório de Melhoramento de Fruteiras, da Coordenação de Tecnologia e Inovação do Inpa, Bianca Galucio, os novos pratos elaborados farão parte de um livro de receitas a ser lançado em breve pelo Inpa.

“Os novos pratos irão compor um livro de receitas, o qual estamos trabalhando ao longo dos anos em cursos como este e conseguimos compilar receitas de baixo custo e alto valor nutritivo”, disse.

Sobre a capacitação

Com carga horária de 40 horas e desenvolvido no período de 18 a 29 de agosto, o curso teve por objetivo levar ao conhecimento do público em geral técnicas de como aproveitar integralmente os alimentos sem desperdícios de forma saudável, nutritiva e com baixo custo.  

O curso faz parte das atividades do projeto “Escola Verde – Educação com os pés na terra”, que é desenvolvido nas escolas da rede pública do município Rio Preto da Eva (a 78 quilômetros de Manaus), desde 2004, dentro do Programa Ciência na Escola (PCE) da Fundação de Amparo e Apoio à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).    

Técnicas  

Durante o curso, os alunos aprenderam várias tecnologias de processamento do pescado, dentre as quais as técnicas da salga seca e da salga úmida, além de identificar qual o tipo de pescado para cada salga. Segundo o instrutor Gilvam Batista, mestre em Ciências de Alimentos e doutorando em Aquicultura pelo Inpa, para fazer a salga seca é preciso utilizar pescados magros. O teor de lipídios (gordura) presentes nestes peixes é baixo, a exemplo do pirarucu (lombo) e do aruanã. Já a salga úmida é realizada em peixes gordos, como o tambaqui, jaraqui e o mapará.

“Os peixes gordos são apropriados para a salga úmida porque ficam imersos em salmora, isentos do contato do oxigênio responsável pela oxidação dos lipídios”, explicou Batista.

Os alunos também aprenderam a definição de pescado; as espécies produzidas em cativeiro; anatomia, rendimento, composição corpórea, qualidade do pescado; métodos sensoriais; composição química dos peixes e avaliação do frescor dos pescados; prática para retirada de espinha de peixe; prática defumação de pescado; elaboração livre de receitas feitas pelos alunos.  

“Nada se joga fora, tudo é aproveitado”, disse Terezinha Freire, instrutora da Pastoral da Criança, bióloga, especialista em Nutrição Humana e Saúde, pela Universidade de Lavras (MG), e uma das instrutoras do curso. Ela explica que o aproveitamento integral dos frutos e das hortaliças, em geral, são aproveitados da casca até as sementes. “As sementes são desidratadas e trituradas para se obter o pó, que pode ser usado para enriquecer sopas e fazer paçocas, como de melancia e jerimum.”

De acordo com Freire, os talos da couve, que são desprezados pelas pessoas e jogados fora, são ricos em fibras e sais minerais. “O que se joga fora é onde está a maior riqueza do produto”, ressaltou.

Fonte:
Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia 

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