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Meio Ambiente

Desmatamento diminui 18% na Amazônia Legal em um ano

Dados do Inpe

Inteligência na fiscalização contribui com a segunda menor taxa de desflorestamento na região desde o início das medições, em 1988
por Portal Brasil publicado: 26/11/2014 19h22 última modificação: 26/11/2014 19h24

A segunda menor taxa de desmatamento desde 1988 foi divulgada nesta quarta-feira (26) pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em Brasília.

Entre agosto de 2013 e julho deste ano, foram desmatados 4.848 Km2 do bioma, o que representa uma queda de 18 % em comparação aos 5.891 km2 registrados no período anterior.

Os números se referem ao Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“Os últimos cinco anos registram as cinco menores taxas de desmatamento da Amazônia”, declarou Izabella.

O Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), do Inpe, computa como desmatamento as áreas maiores que 6,25 hectares onde ocorreu remoção completa da cobertura florestal – o corte raso.

O cálculo da taxa de desmatamento foi obtida após o mapeamento de 89 imagens de satélite.

Segunda menor taxa de desmatamento

A avaliação do Inpe mostra que essa é a segunda menor taxa de desmatamento na Amazônia Legal desde que o instituto começou a medi-la, em 1988, no âmbito do Prodes.

De 2004 a 2014, a redução na taxa de desmatamento foi 83%. Naquele ano, o desmatamento foi 27.772 km² de florestas, quando foi criado o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal.

A menor taxa foi registrada em 2012, quando foram desmatados 4.571 km².

Os estados que mais desmataram no último período foram o Pará, com 1.829 km² desmatados; o Mato Grosso, 1.048 km²; e Rondônia, com 668 km². Entre 2013 e 2014, o Acre desmatou 312 km²; Amazonas, 464 km²; Maranhão, 246 km²; Roraima, 233 km²; e Tocantins, 48 km².

Apenas os estados do Acre e Roraima apresentaram taxa de crescimento do desmatamento, em relação ao período 2012/2013, de 41% e 37%, respectivamente.

Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o trabalho agora será de detectar os locais de pressão de desmatamento nesses estados.

O estado do Maranhão reduziu o desmatamento em 39%, comparado a 2012/2013; Tocantins, 35%; Rondônia, 28%; Pará, 22%; Amazonas, 20%; e Mato Grosso, 8%.

Após anunciar aumento de 29% do desmatamento em 2012/2013, a ministra disse que a redução de 18%, neste ano, deve-se ao trabalho de inteligência na fiscalização e da busca pela regularização ambiental.

“Mudamos o patamar da fiscalização para uma fiscalização preventiva. É um reconhecimento ao trabalho dos fiscais do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], do ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade], da Força Nacional e dos sistemas criados para fortalecer a fiscalização ambiental, que estão trazendo resultados”, ressaltou Teixeira.

Prodes estima 4.848 km2 de desmatamento na Amazônia em 2013

A taxa estimada em 2014 indica uma redução de 18% em relação ao período anterior – Prodes 2013, em que foram medidos 5.891 km2.

O resultado consolidado deve ser apresentado nos próximos meses e pode variar para mais ou para menos 10% do valor estimado.

A estimativa da taxa anual do desmatamento medida pelo Prodes, o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), aponta que foram desmatados 4.848 km²  no período de agosto de 2013 a julho de 2014.

Os dados do Prodes 2014 foram divulgados em Brasília na tarde desta quarta-feira (26/11) pelos ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Clelio Campolina Diniz, e do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira. 

Acesse aqui a íntegra dos dados do Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes).

Fonte:

Ministério do Meio Ambiente com informações da Agência Brasil

 

 

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