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Meio Ambiente

Governo investe em tecnologia e reforça o cerco ao crime ambiental na Amazônia

Combate ao desmatamento

Novo sistema permite mais precisão nos dados e mais rapidez nas ações para preservação do meio ambiente
por Portal Brasil publicado: 07/11/2014 17h15 última modificação: 10/11/2014 10h31

 O governo federal engrossou as medidas de controle do desmatamento na Amazônia Legal. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) firmaram, nesta sexta-feira (07/11), acordo de cooperação que promoverá o aperfeiçoamento das ações de detecção de degradação da vegetação na Amazônia e aumentará a efetividade das ações de combate ao desmatamento na Amazônia facilitando a integração entre os órgãos.  

O objetivo é fortalecer o combate ao crime organizado que atua na extração de madeira e outras atividades ilegais na região.  

Além disso, entrou em fase de testes o novo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real, o Deter B, que irá produzir imagens de maior resolução para suporte das operações de fiscalização em terra.  

 

Os mecanismos exportados contribuem para a conservação ambiental da Amazônia

 

 

Por meio de imagens de satélite, o sistema indica pontos onde houve alteração de paisagem decorrente de motivos diversos, que vão desde queimadas, corte seletivo até o desmatamento com corte raso da floresta. 

Para impedir a utilização das informações georreferenciadas pelos desmatadores um protocolo específico de divulgação das informações foi estabelecido entre Ibama e INPE. Assim, os criminosos não conseguirão saber onde estão situados os possíveis focos de desmatamento identificados pelo sistema. “E os fiscais que atuam na ponta também estarão mais protegidos”, explicou o presidente do Ibama, Volney Zanardi.  

SEGURANÇA E TECNOLOGIA

Os dados estatísticos do Deter serão disponibilizados trimestralmente, em fevereiro, maio, agosto e novembro de 2015.  

O novo sistema observará a Amazônia com mais precisão. Com ele, será possível enxergar áreas de até 6,25 hectares onde houve mudança de paisagem. Antes, o sistema identificava áreas de, no mínimo, 25 hectares. 

“Os desmatadores estão usando técnicas para enganar o sensor de menor resolução utilizado correntemente e o DETER B será fundamental para identificarmos essas situações com maior antecipação, afirmou  Zanardi. “A medida vai resguardar os fiscais que atuam em campo.” 

Também, os dados oficiais referentes à supressão ilegal de vegetação na Amazônia devem ser divulgados até o fim do mês. Único mecanismo capaz de medir o desmatamento, o Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélites (Prodes) é feito anualmente pelo INPE. “Os números do Deter são alertas e não se relacionam com a taxa anual de desmatamento do Prodes”, enfatizou o diretor do INPE, Leonel Fernando Perondi. 

A cooperação entre o Ibama e o INPE permitirá maior efetividade no planejamento e execução das ações de combate ao desmatamento. “Esse protocolo tem como foco a organização e a forma de comunicação das informações”, resumiu o presidente do Ibama. 

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