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Meio Ambiente

Ibama e Inpe firmam pacto para redução do desmatamento na Amazônia

Crime ambiental

Acordo firmado nesta sexta (7) visa aumentar ações de combate à extração de madeira e demais atividades ilegais na região
por Portal Brasil publicado: 08/11/2014 15h14 última modificação: 08/11/2014 15h14
Divulgação/EBC Cooperação irá promover o aperfeiçoamento das ações de detecção de degradação da vegetação na Amazônia Legal

Cooperação irá promover o aperfeiçoamento das ações de detecção de degradação da vegetação na Amazônia Legal

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) firmaram, nesta sexta-feira (7), acordo de cooperação que aumentará a efetividade das ações de combate ao desmatamento na Amazônia legal facilitando a  integração entre os órgãos.

O objetivo é fortalecer o combate ao crime organizado que atua na extração de madeira e outras atividades ilegais na região. Além de promover o aperfeiçoamento das ações de detecção de degradação da vegetação na Amazônia.

Também entrou em fase de testes o novo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real, o Deter B, que produzirá imagens de maior resolução para suporte das operações de fiscalização em terra.

Por meio de imagens de satélite, o sistema indica pontos onde houve alteração de paisagem decorrente de motivos diversos, desde queimadas e corte seletivo até o desmatamento com corte raso da floresta.

 Um protocolo específico de divulgação das informações foi estabelecido entre Ibama e Inpe para impedir a utilização das informações georreferenciadas pelos desmatadores.  Assim, os criminosos não conseguirão saber onde estão situados os possíveis focos de desmatamento identificados pelo sistema. “E os fiscais que atuam na ponta também estarão mais protegidos”, explicou o presidente do Ibama, Volney Zanardi.

Segurança

Os dados estatísticos do Deter serão disponibilizados trimestralmente, em fevereiro, maio, agosto e novembro de 2015.

O novo sistema observará a Amazônia com mais precisão. Com ele, será possível enxergar áreas de até 6,25 hectares onde houve mudança de paisagem. Antes, o sistema identificava áreas de, no mínimo, 25 hectares.

“Os desmatadores estão usando técnicas para enganar o sensor de menor resolução utilizado correntemente e o Deter B será fundamental para identificarmos essas situações com maior antecipação. A medida também vai resguardar os fiscais que atuam em campo”, explicou  Zanardi. 

Também, os dados oficiais referentes à supressão ilegal de vegetação na Amazônia devem ser divulgados até o fim do mês. Único mecanismo capaz de medir o desmatamento, o Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélites (Prodes) é feito anualmente pelo INPE.

“Os números do Deter são alertas e não se relacionam com a taxa anual de desmatamento do Prodes”, enfatizou o diretor do INPE, Leonel Fernando Perondi.

A cooperação entre o Ibama e o Inpe permitirá maior efetividade no planejamento e execução das ações de combate ao desmatamento. “Esse protocolo tem como foco a organização e a forma de comunicação das informações”, resumiu o presidente do Ibama.

Confira os documentos de  Aperfeiçoamento das ações de combate ao desmatamento na Amazônia  e Aprimoramento dos sistemas de detecção nas alterações da cobertura vegetal na Amazônia Legal  

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente 


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