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Meio Ambiente

IBGE divulga primeiro mapa de riscos climáticos da Amazônia Legal

Análise ambiental

Levantamento de 326 estações climatológicas aponta importância do clima como agente transformador do meio ambiente
por Portal Brasil publicado: 18/11/2014 10h56 última modificação: 18/11/2014 10h56

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda (17) o primeiro Mapa de Agressividade Climática na Amazônia Legal. O documento compila dados coletados por três décadas em 326 estações climatológicas e pluviométricas, além de informações do próprio IBGE e da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

Produzido pelo Diagnóstico Ambiental da região, estudo da década de 1990 para conjugar a análise das variáveis climáticas, o material também leva em conta o relevo e a cobertura vegetal da Amazônia Legal.

Apesar dos dados analisados terem sido coletados entre as décadas de 1960 e 1990, o coordenador de Recursos Naturais do IBGE, Celso José Monteiro Filho, diz que o mapa é importante para mostrar a importância da questão em uma região como a Amazônia, entendendo as condições climáticas como um agente potencialmente transformador de um ambiente.

Objetivo

“O levantamento é necessário para compreender o funcionamento do sistema natural por conta do clima. Ele ajuda muito a avaliar a vulnerabilidade do ambiente. Não é um mapa que indica ou apresenta problemas relacionados às chuvas  e à falta de água em São Paulo. O objetivo é mostrar que o agente transformador de qualquer ambiente é o clima. Se esse clima é alterado por desmatamento ou ocupação, a alteração transformará o ambiente”, salientou.

Divisão

O mapa incluiu três grandes classes de agressividade: alta, média e baixa. Cada uma é subdividida em fatores, conforme o índice de concentração de chuvas, número de meses com excesso e deficiência e totais médios anuais de chuva.

Análise é necessária para compreender o funcionamento do sistema natural por conta do clima, aponta especialista

De acordo com Monteiro Filho, é necessário um mapa com dados atuais, para verificar como ocorreram as mudanças na região nas últimas décadas. “Até 1990, os dados não eram muito bons. Hoje, são muito melhores. É preciso uma outra análise para entendermos como a situação se deu nos últimos 24 anos. De qualquer forma, era uma informação perdida. Na ciência, você tem de ter uma base de comparação”.

Monteiro também ressaltou que as modificações na região tropical foram intensas nos últimos 24 anos e que ainda não há previsão da nova análise.

O mapa do Potencial de Agressividade Climática na Amazônia Legal pode ser acessado na página do IBGE.

Fontes:
Agência Brasil
IBGE 

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