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Meio Ambiente

Incêndio criminoso atinge reserva biológica no Amapá

Crime ambiental

Mais de 2 mil hectares de Floresta Amazônica, principal bioma protegido pela Unidade de Conservação, foram destruídos pelas chamas
por Portal Brasil publicado: 20/11/2014 17h55 última modificação: 20/11/2014 17h55

Um incêndio, possivelmente de origem criminosa, atinge há três semanas a Reserva Biológica (Rebio) Lago Piratuba (AM). Cerca de 2,3 mil hectares de Floresta Amazônica, principal bioma protegido pela Unidade de Conservação (UC), foram destruídos pelas chamas.

Os primeiros focos do incêndio foram detectados pelos servidores da UC no dia 4 de novembro. Desde então, o fogo avança pela mata e destrói a biodiversidade local.

"Contamos com o apoio de 42 brigadistas para tentar controlar a situação. O Prevfogo do Ibama também está ajudando e nós, gestores da Rebio, monitoramos de perto a situação a todo instante", explicou Eduardo Marques, chefe-substituto da Unidade.

A área queimada equivale a 5 mil campos de futebol e boa parte do incêndio é subterrâneo, o que dificulta ainda mais os trabalhos das equipes, que serão reforçadas nesta quinta-feira (20) com o envio de pelo menos mais 30 brigadistas de Brasília, fornecidos pelo Ibama.

"O fogo queima a terra a partir da vegetação subterrânea, então não temos como combater isso simplesmente jogando água. Estamos cavando as áreas mais críticas com trincheiras para tentar isolar os focos de incêndio", pontuou Marques.

A suspeita é que o fogo tenha sido provocado por vaqueiros, já que a região é considerada conflituosa e registra constantes roubos de gados. "Os vaqueiros podem ter queimado a vegetação para abrir acesso na mata com o intuito de capturar os búfalos selvagens que habitam a região".

Sobre a Rebio Lago Piratuba

A Rebio Lago Piratuba foi criada em julho de 1980 e protege, principalmente, o bioma Floresta Amazônica. Possui uma área de 392,4 mil hectares, onde habitam diversas espécies de peixes, aves e jacarés. O fogo que atinge a Unidade ainda não tem previsão de ser controlado ou extinto, o que preocupa os gestores sobre a manutenção da biodiversidade local.

"Esse fogo subterrâneo ainda deve queimar pelo menos mais mil hectares da nossa Unidade. Ele vai destruir as raízes, fazendo com que a vegetação que está na superfície caia. É uma perda significativa para o solo, para a vegetação e para os próprios animais que dependem dessa área que está sendo queimada", finalizou o chefe-substituto da Rebio.

Fonte:
Instituto Chico Mendes 

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