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Meio Ambiente

Unidades de Conservação voltam a se recuperar após incêndios

Áreas Protegidas

Chuvas contribuem para a recuperação da mata nativa e para a preservação da biodiversidade
publicado: 14/11/2014 17h47 última modificação: 17/11/2014 10h11

Após os incêndios florestais que atingiram os Parques Nacionais das Serras do Cipó (MG), dos Órgãos (RJ) e da Canastra (MG) no mês de outubro, o verde começa a reaparecer nessas Unidades de Conservação (UC). A chuva que tem caído nos últimos dias contribui para a recuperação da mata nativa, o que anima os chefes dos Parques.

No mês de outubro, após um longo período de estiagem e seca, os três Parques tiveram parte de sua biodiversidade comprometida pelos incêndios. Apenas na Serra dos Órgãos as chamas consumiram 15 mil hectares, ou 9,2% da UC. Este foi o maior incêndio florestal registrado desde a criação da unidade, em 1939, e, segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, pode ter sido criminoso. 

Na Serra da Canastra, estima-se que o fogo tenha consumido uma área superior a 70 mil hectares. Segundo o chefe do Parque, Luiz Castanheira, a chuva sempre contribui para o crescimento da vegetação, mas a preocupação está nas áreas florestais. "A mata onde a vegetação é mais alta e mais sensível ao fogo, pode levar mais de 10 anos para se recuperar. Um processo longo", contou Castanheira.

Na Serra do Cipó, que teve 20% de mata destruída, a vegetação também começa a reagir com a chegada das chuvas. "A vegetação rasteira e as plantas herbácias se recuperam rapidamente e já é possível vê-las em quase toda a área incendiada.

Já a vegetação de campo rupestre leva de 1 a 2 anos para se recuperar, mas com o volume alto de chuvas que está caindo aqui, estamos bem otimistas", comemorou o chefe da UC, Flávio Cerezo.

A recuperação rápida de áreas atingidas por incêndios é, segundo a analista ambiental Paula Ferreira, de extrema importância para a conservação da biodiversidade, recolonização e repovoamento dos animais. "A fauna precisa dos recursos vegetais e do microclima criado pelas plantas para usar como abrigo, alimento, conforto térmico e para manter seus habitats de modo adequado", explicou Paula.

Causas

A ação humana é uma das principais motivos dos incêndios florestais em Unidades de Conservação federais. De acordo com o coordenador de Emergências Ambientais (Coem/ICMBio), Christian Berlinck, a causa desses incêndios não é climática.

"O clima, por si só, não causa o fogo. A causa pode ser acidental, quando as pessoas perdem o controle do fogo que colocam em suas propriedades, mas também pode ter intenção criminosa", destacou Berlinck.

Para ele é fundamental que as pessoas tenham consciência de que não se deve colocar fogo na mata, seja para queimar lixo ou para fazer fogueira, sem a preocupação necessária nos períodos de seca. "Os danos ambientais de um incêndio podem ser irreversíveis. Todo cidadão tem direito ao meio ambiente equilibrado, mas a manutenção é um dever de todos", finalizou o coordenador.

Fonte:

Instituto Chico Mendes

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