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Meio Ambiente

Liderança brasileira no combate ao efeito estufa é reconhecida

COP 20

Países apresentam níveis de referência de emissões florestais na Conferência das Nações Unidas sobre o Clima
publicado: 09/12/2014 12h33 última modificação: 11/12/2014 11h13

Quatro países seguiram o pioneirismo brasileiro no combate ao efeito estufa por meio da preservação das florestas. Colômbia, Indonésia, Malásia e México apresentaram, nesta segunda-feira (8) em Lima, no Peru, os Níveis de Referência de Emissões Florestais (FREL, em inglês) à 20ª Conferência das Partes (COP 20) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Participam da conferência representantes de 195 países. 

A primeira nação a submeter o documento à comunidade internacional, no entanto, foi o Brasil, ainda em junho deste ano. Avançado no desenvolvimento da Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+), o Brasil teve os dados avaliados positivamente pelos especialistas das Nações Unidas e, com isso, já entra em fase de implementação da medida em território nacional. 

A submissão do Nível de Referência é componente requerido pela UNFCCC para o reconhecimento de resultados de REDD+. O documento define o período de referência e a escala na qual as atividades de REDD+ são medidas, em uma perspectiva histórica ou projetada. 

Ações Futuras

O diretor de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Adriano Santhiago, ressaltou o engajamento dos países em desenvolvimento na questão. “Depois de oito anos de negociações, estamos aptos a implementar o REDD+”, afirmou. “É preciso, agora, identificar caminhos para investimentos e ações futuras”, acrescentou. 

O vice-secretário da UNFCCC, Richard Kinley, destacou o papel brasileiro no corte dos gases de efeito estufa gerados pelo desmatamento. “É notório o esforço dos países em desenvolvimento, seguindo a liderança brasileira nessa agenda”, declarou. 

 Para o presidente da COP-20, o ministro do Meio Ambiente no Peru, Manuel Pulgar Vidal, o estabelecimento do REDD+ promove o desenvolvimento sustentável a níveis globais. “A medida eleva não só o valor financeiro das florestas, mas também a importância dos ecossistemas e dos recursos naturais existentes no planeta”, avaliou. 

 O que é REDD+ 

 Criado em 2003 e atualizado em 2007, o termo REDD+ representa um mecanismo de redução compensada da liberação de carbono na atmosfera. O conceito engloba a diminuição das emissões por desmatamento e degradação e inclui a tarefa da conservação florestal, do manejo sustentável, do aumento dos estoques de carbono e do incentivo ao desenvolvimento sustentável. A redução aparece, portanto, como um meio de diminuir os efeitos das mudanças do clima.

Participação da SAE

A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e a Avina convocaram um grupo de especialistas, formadores de opinião e profissionais da América Latina e do Caribe para compartilhar suas perspectivas e discutir meios para uma adaptação gradual para a região.

“O evento concentrou-se em compreender as implicações das mudanças climáticas para a América Latina e o que é necessário em termos de práticas e políticas de adaptação, além de compartilhar os progressos significativos, em termos de estratégias, para integrar a adaptação na agenda do desenvolvimento”, comentou o subsecretário de Desenvolvimento Sustentável da SAE, Sergio Margulis.

Entre os principais assuntos, estiveram na pauta o quinto relatório de avaliação do IPCC e suas implicações para a América Latina; análise dos cenários de integração e adaptação à mudança do clima, com ênfase no investimento público; além de debates em grupo sobre soluções técnicas e tecnológicas; políticas regulatórias; investimento e financiamento; e capacitação. Ao final do encontro, foi realizada uma plenária com as principais conclusões das equipes de trabalho.

Fonte:

Ministério do Meio Ambiente

Secretaria de Assuntos Estratégicos

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