Meio Ambiente
Centro de mamíferos aquáticos realiza soltura de peixe-boi
Manejo e conservação
Na última quarta-feira (21), o Centro de Mamíferos Aquáticos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (CMA/ICMBio) realizou a primeira soltura de 2015, de peixe-boi na natureza.
A ação faz parte dos esforços para a recuperação da espécie – ameaçada de extinção – e faz parte do Programa de Manejo para a Conservação do Peixe-boi.
A soltura do animal foi feita pelas equipes da Base avançada do CMA em Porto de Pedras (AL) e do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS/CMA/PE).
Resgatada pela equipe da Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) quando tinha poucos dias de vida, em Aracati (CE), o peixe-boi fêmea Clara, hoje com quase 5 anos de vida, foi levado de avião para o CMA/ICMbio, em Itamaracá (PE).
Após um período de reabilitação, que leva de 2 a 6 anos, Clara foi levada para o recinto de aclimatação no rio Tatuamunha, em Alagoas (em 2014).
Neste local, o animal se adapta às condições ambientais e assim, aumentam as chances de sucesso na reintrodução.
"Nestas condições eles aprendem a conviver com outras espécies como peixes, crustáceos e aves, mudanças de temperatura da água, mudança de maré, entre outras circunstâncias", explica a coordenadora substituta do CMA, Fernanda Attademo.
Depois de oito meses, com ótimas condições de saúde, Clara pôde finalmente ganhar a liberdade.
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O analista ambiental responsável pela base avançada do CMA/AL, Iran Normande, acompanhou a soltura de Clara, vigésimo nono peixe-boi – mamífero da ordem dos sirênios – solto em Alagoas, o número de solturas na região deverá aumentar em março.
"Nossa meta é realizar entre 4 e 6 solturas em 2015, com esse trabalho, pretendemos recolonizar áreas de ocorrência histórica da espécie e promover a conexão entre duas populações de peixes-bois, propiciando a troca de genes e reduzindo o risco de extinção'', comentou.
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Monitoramento dos animais
Clara continuará sendo monitorada. Após a soltura, são utilizados microchips e transmissores por satélite. O objetivo desse monitoramento é acompanhar a adaptação do peixe-boi à natureza, possibilitando a intervenção da equipe, caso seja necessário.
Além disso, permite gerar dados que auxiliarão os pesquisadores a definir áreas importantes para a conservação da espécie.
"Através deste trabalho, têm-se verificado o repovoamento de áreas onde a espécie já estava extinta e o aumento populacional em locais onde estava havendo declínio da mesma, um avanço importante, considerando que o peixe-boi marinho é uma das espécies mais ameaçadas de extinção do Brasil", explicou a coordenadora substituta do CMA, Fernanda Attademo.
O CMA também executa pesquisas que proporcionam o aumento do conhecimento científico sobre a espécie e subsidiam a criação de políticas públicas para a conservação.
Através de parcerias com instituições que trabalham com peixe-boi no Brasil, o CMA coordena a execução do Plano de Ação Nacional (PAN) para a conservação dos sirênios. Além disso, realiza ações de educação ambiental, promovendo o envolvimento da sociedade no processo de conservação da espécie.
Projeto Peixe-boi
O Projeto Peixe-boi foi criado em 1980 e é executado pelo CMA/ICMBio. Em Alagoas, o CMA atua em parceria com a Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, através do Projeto Toyota, que conta com o aporte financeiro da Fundação Toyota do Brasil e da Fundação SOS Mata Atlântica.
Atualmente a Fundação o boticário de proteção à natureza também vem apoiando projeto de avaliação da saúde dos animais após a soltura.
O Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA) também é outro parceiro que apoia a execução do projeto.
Fonte:
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
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