Meio Ambiente
Jovens expõem dia a dia de reserva no Amazonas
Projeto Fotovoz
A exposição Fotovoz Reserva Amanã reúne fotografias e narrativas de moradores de comunidades ribeirinhas do Amazonas. A intenção é apresentar o ponto de vista e a realidade dos jovens sobre a rotina das atividades produtivas das comunidades. O evento ocorreu na comunidade no sábado (7) e no domingo (8).
O projeto Fotovoz também ficará exposto na sede do Instituto Mamirauá, em Tefé (AM), no dia 23 de fevereiro, a partir das 10h. Desenvolvido no segundo semestre de 2014, a exposição reúne 27 histórias e fotografias produzidas pelos jovens de três comunidades ribeirinhas. Participaram cerca de 25 moradores entre 12 e 18 anos.
"O Fotovoz é uma técnica que ajuda a criar familiaridade com quem você está trabalhando e também a elucidar os principais problemas de um certo grupo. Eu achei que seria uma boa técnica para criar familiaridade, apra eu entender o contexto em que esses jovens estão inseridos", explica a pesquisadora Ana Carolina de Lima, do Instituto Mamirauá.
A pesquisa
Participam da pesquisa “Uma análise antropológica sobre a eficácia de programas de transferência de renda para a segurança alimentar de populações ribeirinhas” 43 famílias que tem adolescentes entre 12 e 14 anos.
As famílias participantes foram acompanhadas, cedendo informações sobre sua dieta, itens na despensa, dados de antropometria, entre outros.
Além dessa parte da pesquisa, conjunta às famílias, também será feita uma análise de isótopos estáveis, que se constitui na análise em laboratório de isótopos de nitrogênio e carbono de amostras de unha coletadas entre as famílias. “Na análise da unha, buscamos ver o consumo de açúcar e carnes industrializadas, principalmente o frango que é muito presente na dieta nessas comunidades”, afirma Ana.
A pesquisa é parte do doutorado em antropologia de Ana de Lima na Universidade de Indiana (EUA) e é financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), pela Fundação Nacional de Ciências (NSF), dos EUA, e pelo Instituto Mamirauá.
Fontes:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Instituto Mamirauá
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