Meio Ambiente
Museu Goeldi abriga menor espécie de tamanduá do mundo
Fauna
O tamanduaí (espécie de tamanduá), raramente visto circulando pelo Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), em Belém (PA), é o tema da segunda reportagem da série "Viva a Fauna Livre", divulgada pela instituição.
Três exemplares da espécie estão soltos no parque, mas encontrá-los é difícil porque o animal tem hábitos noturnos. Durante o dia, o tamanduaí descansa pendurado nas árvores.
O animal vive em florestas tropicais nas Américas Central e do Sul. No Brasil é encontrado na região amazônica, e com menor frequência no Nordeste, em estados como Pernambuco, Sergipe e Alagoas.
Para se alimentar, o tamanduaí (Cyclopes didactylus) , embora não meça mais de 20 centímetros de comprimento, abre cupinzeiros e formigueiros utilizando as garras e a cauda prêensil, que pode chegar a 25 centímetros. A cauda também auxilia na sustentação e locomoção entre os galhos das árvores, onde a espécie descansa durante o dia.
Características
Esta espécie de tamanduá pode pesar até 400 gramas. Tem pelagem macia com tonalidade amarela, dourada e cinza, além de uma listra dorsal escura. As patas dianteiras do tamanduaí têm dois dedos e a traseira, três. Mesmo sem polegares, conseguem movimentar-se bem pela vegetação e suas garras ajudam neste processo.
Com hábitos solitários, o tamanduaí só se relaciona com seu parceiro para acasalar. A gestação da fêmea dura de 120 a 150 dias, dando origem a um único filhote. O nome tamanduaí é de origem tupi-guarani e significa pequeno caçador de formiga.
Série Viva a Fauna Livre
O Museu Goeldi lançou em 5 de fevereiro a série “Viva a Fauna Livre”, que apresenta vários hábitos, características e curiosidades de seis espécies encontradas no Parque Zoobotânico: duas espécies de cutia (Dasyprocta leporina e Dasyprocta prymnolopha), o tamanduaí (Cyclopes didactylus), a garça-branca-grande (Ardea alba) e as preguiças comum e real (Bradypus variegatus e Choloepus didactylu).
As reportagens podem ser conferidas todas as quintas-feiras do mês, no site do Museu.
Parque Zoobotânico
O Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi está situado no centro urbano de Belém, com uma área de 5,2 hectares. Foi fundado em 1895, sendo o mais antigo do Brasil no seu gênero.
Além de abrigar uma significativa mostra da fauna e flora amazônicas, o Parque concentra as atividades educativas do Museu Goeldi, tal como um laboratório para aulas práticas. Recebe anualmente cerca de 200 mil visitantes. Faça uma visita virtual.
Confira abaixo o mapa de localização do parque:
Fonte:
Portal Brasil com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Museu Goeldi
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