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Meio Ambiente

Política de combate à desertificação volta ao Senado

Gestão ambiental

Proposta reforça estratégias para sustentabilidade no semiárido, com segurança hídrica, alimentar e energética em áreas de risco
por Portal Brasil publicado: 27/02/2015 16h18 última modificação: 27/02/2015 16h18
Divulgação/MMA Entre os objetivos da política nacional, pode-se destacar a proteção, preservação, conservação e recuperação dos recursos naturais

Entre os objetivos da política nacional, pode-se destacar a proteção, preservação, conservação e recuperação dos recursos naturais

A Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca está prestes a se tornar lei. Em tramitação desde 2007, o Projeto de Lei (PL) 2447, que trata do assunto, foi aprovado na última quarta-feira (25) na Câmara de Deputados. Devido às emendas, a matéria agora retorna ao Senado.

Para o diretor do Departamento de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Francisco Campello, a proposta reforça as estratégias para uma convivência sustentável e inclusiva no semiárido, com segurança hídrica, alimentar e energética das áreas suscetíveis à desertificação. “Por exemplo, a irrigação no semiárido deve receber todos os cuidados, pois se for feita de forma errada, saliniza o solo, o que é um dos vetores de desertificação”, explicou.

Destaques

Entre os objetivos da política nacional, pode-se destacar a proteção, preservação, conservação e recuperação dos recursos naturais, o fomento de pesquisas sobre o processo de desertificação, a educação socioambiental dos atores sociais envolvidos na temática, e o apoio a sistemas de irrigação socioambientalmente sustentáveis em áreas preparadas.

Segundo o PL 2447/07, a execução da política deverá incorporar e valorizar os conhecimentos tradicionais sobre o manejo e o uso sustentável dos recursos naturais e a articulação com outras políticas públicas, como a erradicação da miséria e a reforma agrária.

O Brasil atualmente conta com uma Política Nacional de Controle da Desertificação, aprovada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) em 1997, após a ratificação da Convenção Internacional das Nações Unidas de Combate à Desertificação.

No País, as principais áreas suscetíveis à desertificação são as regiões de clima semiárido ou subúmido seco, encontradas na região Nordeste e no norte de Minas Gerais. O semiárido abrange 1.201 municípios em 11 estados, num total de 16% do território nacional: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A região concentra 85% da pobreza do País.

Seminário

Pesquisadores e representantes da sociedade civil estão reunidos desde quarta-feira (25), em Campina Grande (PB), no Seminário Nacional Combate à Desertificação, Degradação das Terras e Convivência com a Semiaridez para Redução da Pobreza e um Desenvolvimento Sustentável.

O objetivo do evento é promover o diálogo entre o conhecimento empírico dos moradores locais e o conhecimento científico, de forma a buscar soluções que permitam uma convivência sadia e duradoura com o semiárido.

O seminário, que termina nesta quinta (26), é preparatório para a participação da delegação brasileira na 3a Conferência Científica Internacional da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), a ser realizada em Cancún, no México, de 9 a 12 de março.

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

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