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Meio Ambiente

Brasil leva conhecimento popular e ciência à conferência da ONU

Combate à Desertificação

Diretrizes da participação brasileira foram elaboradas com base no diálogo entre pesquisadores e representantes da sociedade civil
por Portal Brasil publicado: 02/03/2015 11h04 última modificação: 02/03/2015 11h04
Divulgação/Governo do Rio Grande do Norte Objetivo da participação do Brasil na conferência da ONU é valorizar a implantação das boas práticas de convivência sustentável com a semiaridez

Objetivo da participação do Brasil na conferência da ONU é valorizar a implantação das boas práticas de convivência sustentável com a semiaridez

Juntar conhecimento tradicional com pesquisa científica pelo combate à seca e à desertificação. Essa será a tônica da participação do Brasil na 3ª Conferência Científica das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, a ser realizada em Cancun (México), de 9 a 12 de março deste ano.

As diretrizes foram definidas durante seminário que reuniu academia e sociedade civil em Campina Grande (PB), nos dias 25 e 26 últimos. O Brasil será representado por três pesquisadores na conferência do México.

Segundo o diretor do Departamento de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Francisco Campello, o objetivo da participação do Brasil na conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) é valorizar a implantação das boas práticas de convivência sustentável com a semiaridez, por meio da produção sustentável na região – o que evita a degradação e, consequentemente, combate à desertificação. 

Estratégias

As diretrizes para a participação brasileira na conferência resultam das discussões ocorridas durante o seminário promovido pelo Instituto Nacional do Semiárido (Inss) e pelo MMA na Paraíba.

Foram discutidas as estratégias de combate à desertificação, degradação das terras e convivência com a seca, a partir do intercâmbio de conhecimentos científicos e tecnológicos com as práticas e saberes tradicionais.

Entre as estratégias, pode-se destacar: considerar a agroecologia como ciência e um processo de acumulação de conhecimentos e práticas locais pelas comunidades; realizar mapeamento, sistematização e divulgação de experiências e técnicas já consolidadas; promover o acesso à terra, à água e à biodiveridade da Caatinga como condição básica para construção da soberania alimentar e da resiliência; garantir financiamento às ações e ampliar os estudos sobre o uso sustentável da biodiversidade da Caatinga e sobre o manejo florestal sustentável.

O documento elaborado durante o seminário será ratificado em reunião da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD), na próxima quinta-feira (05/03), em Brasília (DF).

O Seminário Nacional Combate à Desertificação, Degradação das Terras e Convivência com a Semiaridez para Redução da Pobreza e um Desenvolvimento Sustentável, em Campina Grande, contou com a parceria da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA Brasil).

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

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