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Meio Ambiente

Jardim Botânico do RJ apagará as luzes na Hora do Planeta

Mobilização

Das 20h30 às 21h30 deste domingo (28), instituição se juntará ao movimento de comunidades de todo o mundo
por Portal Brasil publicado: 23/03/2015 18h29 última modificação: 23/03/2015 18h29
Divulgação/EBC Dependência do Brasil da matriz hidráulica põe o país em situação de  vulnerabilidade

Dependência do Brasil da matriz hidráulica põe o país em situação de vulnerabilidade

No próximo domingo (28), o Jardim Botânico do Rio de Janeiro participa da Hora do Planeta, maior ato simbólico mundial pelo combate ao aquecimento global. 

Das 20h30 às 21h30, o JBRJ se junta a comunidades de todo o mundo e apagando as luzes da instituição e reafirmando o compromisso com o Planeta.

O movimento reúne milhares de empresas e governos e mais de um bilhão de pessoas ao redor do planeta. Desde sua primeira edição em 2007, não parou de crescer. O que começou como um evento isolado em uma única cidade, Sydney, na Austrália, tornou-se uma ação global.

Alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, como as pirâmides do Egito, a Torre Eiffel (Paris), o Coliseu (Roma), o Cristo Redentor (Rio de Janeiro) e até mesmo a cidade de Las Vegas (EUA) já ficaram no escuro durante a celebração do movimento, chamando a atenção de pessoas e governos ao redor do mundo.

Temas centrais no Brasil

No Brasil, as crises hídrica e energética serão o tema central da campanha, disse o coordenador do Programa Água para a Vida, da WWF-Brasil, Glauco Kimura de Freitas. “Nós somos muito dependentes da matriz hidráulica. Aí, não chove, não tem água para gerar energia, para beber e se usa combustível fóssil, como termelétricas para gerar energia, que é mais cara e mais poluente."

Com isso, os gases, de efeito estufa, aumentam o problema do aquecimento global gerando mais secas. "Ou seja, a gente está em um ciclo vicioso”, acrescentou.

Glauco Kimura ressaltou que a Hora do Planeta é uma oportunidade para as pessoas refletirem.  Quando os cidadãos, as empresas e os governos apagam as luzes por uma hora, eles refletem sobre qual é a contribuição de cada um para a solução dos problemas ligados às mudanças climáticas.

Ele explicou que, no caso do Brasil, a ideia é "aproveitar isso como um grande ato de mobilização. Nós vamos, este ano, propor uma petição ao governo federal para que se crie um plano nacional de proteção das nascentes”.

Kimura considerou positiva a decisão dos governos estaduais e federal de construir mais reservatórios, embora não seja suficiente para solucionar as crises hídrica e energética. “Essa não pode ser vista como a única solução.

Segundo ele, a dependência da matriz hidráulica coloca o país em uma situação de vulnerabilidade. “A gente não pode garantir que essa crise não se repetirá no futuro. Ela pode se tornar cada vez mais frequente e intensa devido às mudanças climáticas daqui para a frente”. Para ele, não pensar em modelos alternativos é “insistir no erro”.

Por isso, ressaltou o coordenador, a WWF Brasil defende a proteção das bacias hidrográficas como um todo, em paralelo à construção de novos reservatórios, para não correr o risco de ter mais reservatórios no futuro, sem água. “

Ação em 2014

Com o slogan “Use seu poder para salvar o planeta”, a Hora do Planeta 2014 apostou no poder de mudança que cada um possui. O movimento de apagar as luzes durante 60 minutos simboliza uma oportunidade de todos mostrarem o comprometimento com o meio ambiente.

No ano passado, a campanha mobilizou mais de sete mil cidades, em cerca de 150 países. O Brasil bateu o recorde em termos de adesões ao ato simbólico, com 144 cidades, das quais 24 capitais, em todo o território.

Promovida pela organização ambientalista WWF-Brasil, a ação global chega à sua sexta edição no País e oitava no mundo.  

Fonte:
Portal Brasil com informações do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e da Agência Brasil

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