Meio Ambiente
MMA lança publicações com dados e previsões para a Mata Atlântica
Pesquisa e conservação
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou, em Brasília (DF), o “Anuário Mata Atlântica 2014” e “Contribuições do Setor Empresarial Brasileiro para o Cumprimento das Metas de Aichi 2011-2020”.
Criado em 1999, o Anuário da Mata Atlântica integra um programa permanente da ONG Reserva da Biosfera e tem o objetivo de consolidar, atualizar e disponibilizar informações sistemáticas e periódicas sobre o bioma da Mata Atlântica.
O anuário permite fazer análises comparativas sobre os avanços e desafios na conservação, conhecimento científico e tradicional e sobre o desenvolvimento sustentável nesse bioma, servindo de base para projetos e políticas públicas.
As publicações foram elaboradas em parceria com a organização não governamental Reserva da Biosfera Mata Atlântica (RBMA) e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDES), ambas patrocinadas pela Vale e apoiadas por diversas outras instituições, como a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ).
Para o secretário substituto de Biodiversidade e Florestas do MMA, Sérgio Collaço, o esforço de conservação da biodiversidade deve ser transversal, sendo não apenas uma obrigação do governo federal, mas também de estados, municípios e sociedade civil.
“Trata-se de firmar uma parceria no sentido de implantarmos as metas nacionais desenvolvidas a partir das metas de Aichi, com todos assumindo a agenda da biodiversidade de forma sólida”, afirmou Collaço.
União
O secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica, Bráulio Dias, que participou do lançamento dos dois livros, elogiou as publicações e enfatizou a necessidade de haver um engajamento maior de todos os setores da sociedade, empresários e governo em relação à conservação da biodiversidade.
“Os países e o setor privado precisam mudar suas práticas, tornando-as mais sustentáveis”, disse ele, lembrando que 20 países já formalizaram ações voltadas para biodiversidade e negócios, a partir das metas de Aichi.
Participaram do evento o presidente da RBMA e gestor do Anuário, Clayton Ferreira Lino; o representante da CEBDES, André Ramalho; o secretário-executivo do PainelBio, Luiz Merico; e a representante da GIZ, Maria Olatz, entre outros.
Saiba mais
No processo de elaboração do novo Plano Estratégico de Biodiversidade 2011–2020, o Secretariado da Convenção propôs que se estabelecesse um novo conjunto de metas, na forma de objetivos de longo prazo, que foram materializados em 20 proposições, todas voltadas à redução da perda da biodiversidade em âmbito mundial.
Denominadas de Metas de Aichi para a Biodiversidade, elas estão organizadas em cinco grandes objetivos estratégicos:
- Tratar das causas fundamentais de perda de biodiversidade, fazendo com que as preocupações com a biodiversidade permeiem governo e sociedade;
- Reduzir as pressões diretas sobre a biodiversidade e promover o uso sustentável;
- Melhorar a situação da biodiversidade, protegendo ecossistemas, espécies e diversidade genética;
- Aumentar os benefícios de biodiversidade e serviços ecossistêmicos para todos;
- Aumentar a implantação, por meio de planejamento participativo, da gestão de conhecimento e capacitação.
O Brasil teve um papel decisivo na definição e aprovação das Metas de Aichi e, agora, pretende exercer, com responsabilidade e eficiência, um papel de liderança na sua implantação.
Fonte:
Ministério do Meio Ambiente
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