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Meio Ambiente

Resgate arqueológico no São Francisco registra 80 mil achados

Recursos hídricos

Além do salvamento, atividade busca assegurar registros arqueológicos evidenciados durante a implantação da obra
por Portal Brasil publicado: 12/03/2015 17h59 última modificação: 12/03/2015 17h59
Divulgação/MI Fósseis da megafauna e material de caça dos primeiros brasileiros compõem o acervo

Fósseis da megafauna e material de caça dos primeiros brasileiros compõem o acervo

Mais de 80 mil vestígios arqueológicos e paleontológicos foram encontrados durante a execução das obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco.

O trabalho faz parte do Programa de Identificação e Salvamento de Bens Arqueológicos do empreendimento e é conduzido pelo Instituto Nacional de Arqueologia, Paleontologia e Ambiente do Semiárido (Inapas).

O Ministério da Integração Nacional (MI) investiu cerca de R$ 80 milhões nesse programa, que integra as condicionantes ambientais estabelecidas dentro do Projeto de Integração do Rio São Francisco.

Além do salvamento, a atividade tem o objetivo de assegurar o registro do patrimônio cultural arqueológico evidenciado durante a implantação da obra.

A descoberta mais emblemática até agora foram os ossos de uma preguiça gigante (Eremotherium sp.) associados a vestígios da cultura material do homem pré-histórico.

Segundo o Inapas, esse animal tinha cerca de seis metros de altura e viveu no Brasil há quase 12 mil anos. O fóssil foi encontrado no sítio arqueológico Lagoa Uri de Cima, no município de Salgueiro (PE), um dos mais profícuos da região.

O trabalho no local tem fornecido informações relevantes sobre o paleoclima e a convivência entre o homem pré-histórico e animais da chamada megafauna, hoje extintos.

Tais animais, como a preguiça gigante, precisavam de uma paisagem diferente da atual para sobreviver, e registros obtidos no mesmo sítio mostram um passado bastante diferente do presente: há 30 mil anos, a região era muito mais úmida e a vegetação, abundante.

Nessa época, a alimentação era farta para os animais. Além da preguiça-gigante, também havia tigres-dentes-de-sabre e tatu gigante, parecido com os tatus de hoje em dia, porém muito maiores.

Os estudos realizados neste sítio pernambucano demonstraram que, mesmo durante o período úmido, a região vivenciou momentos de estiagem prolongada há 10 mil anos.

Artigos sobre os achados são publicados pelos pesquisadores na revista Fumdhamentos, disponível no site da Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham).

Pesquisa arqueológica

Os trabalhos em campo são realizados em conjunto com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Fundação Oswaldo Cruz e a Universidade Regional do Cariri, que constituem o Inapas.

Todos os vestígios são guardados na sede da Fumdham, em São Raimundo Nonato (PI), onde são distribuídos em laboratórios específicos de acordo com a sua natureza. Lá eles são fotografados, inventariados, classificados e inseridos em um banco de dados.

A legislação brasileira institui a identificação e o salvamento arqueológico durante a implantação de projetos de grande porte no território nacional.

Projeto de Integração do Rio São Francisco

O Projeto de Integração do Rio São Francisco é a mais relevante iniciativa do governo federal dentro Política Nacional de Recursos Hídricos. O objetivo é garantir a segurança hídrica para mais de 390 municípios no Nordeste Setentrional, onde a estiagem ocorre frequentemente.

A região Nordeste possui 28% da população brasileira e apenas 3% da disponibilidade de água, o que provoca grande irregularidade na distribuição dos recursos hídricos, já que o rio São Francisco apresenta 70% de toda a oferta regional.

Fonte:
Ministério da Integração Nacional

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