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Meio Ambiente

Tijuca lança campanha sobre atropelamentos da fauna

"Dê passagem para a vida"

Estudo em ecologia de estradas mostra que, por ano, 475 milhões de animais silvestres morrem atropelados nas rodovias do País
por Portal Brasil publicado: 19/03/2015 12h17 última modificação: 19/03/2015 12h17
Divulgação/ICMBio UC está dividida em 4 setores: Floresta da Tijuca, Serra da Carioca, Pedra Bonita/ Pedra da Gávea e Pretos Forros/ Covanca

UC está dividida em 4 setores: Floresta da Tijuca, Serra da Carioca, Pedra Bonita/ Pedra da Gávea e Pretos Forros/ Covanca

O Parque Nacional da Tijuca (RJ), em parceria com a Universidade Veiga de Almeida (UVA) e a organização não governamental Engenheiros sem Fronteiras (núcleo Rio de Janeiro), lança neste domingo (22) a campanha "Dê passagem para a vida", que busca chamar a atenção para o atropelamento da fauna silvestre.

Segundo dados do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), 475 milhões de animais silvestres morrem, por ano, atropelados nas rodovias do País, o equivalente a mais de 15 animais por segundo.

Na oportunidade, a pesquisadora e professora da Universidade Veiga de Almeida, Cecília Bueno, fará uma apresentação no Centro de Visitantes do Parque Nacional sobre recentes estatísticas de animais mortos por motoristas nas rodovias brasileiras.

O objetivo é mostrar também como a sociedade pode contribuir para o monitoramento dos animais atropelados e a preservação da fauna nativa.

No último Encontro do Pesquisador, realizado na Unidade de Conservação em agosto de 2014, a professora Cecília apresentou uma pesquisa com resultados alarmantes: durante um ano, ela e seu aluno Bruno Valle coletaram dados sobre fauna atropelada no Parque Nacional e a conclusão foi uma amostragem de 32 atropelamentos, sendo a maioria deles de mamíferos.

Outro dado importante observado foi que a estação do ano em que ocorre grande parte dos atropelamentos dentro do Parque é a primavera. Apenas 3% dos animais resgatados após atropelamentos possuem chance de voltar ao seu habitat.

Durante o domingo, a equipe do parque, voluntários e parceiros irão promover uma ação para sensibilização e informação dos motoristas e visitantes nas estradas da Unidade de Conservação.

Material educativo será distribuído e faixas com frases relacionadas ao tema da campanha serão exibidas, estimulando a reflexão dos visitantes sobre o assunto. O evento acontecerá em seis guaritas do Parque: Vista Chinesa, Estrada do Redentor, Horto, Floresta da Tijuca, Sumaré e Silvestre.

O chefe do Parque Nacional da Tijuca, Ernesto Viveiros de Castro, comenta sobre a importância da campanha: "Muita gente usa as estradas internas do Parque para evitar o congestionamento da cidade e acaba atropelando animais. A passagem de carro pelo Parque deve ser em baixa velocidade, permitindo que se contemple a paisagem e o ambiente. O objetivo da campanha é mostrar que pressa não combina com Parque Nacional".

Dicas para evitar atropelamentos

  • Respeite os limites de velocidade e as placas de sinalização nas vias. Com isso, o risco de atropelar um animal e causar acidentes será muito menor;
  • Ao avistar animais atravessando a pista, pare seu veículo e aguarde;
  • Redobre a atenção ao trafegar nessas vias nos horários de crepúsculo, quando os animais são mais ativos;
  • Diminua a velocidade ao trafegar nas áreas do parque próximas de rios ou cachoeiras, pois os animais são mais frequentes nestes locais.

Saiba mais sobre o Parque da Tijuca

O parque teve seu nome definitivamente modificado para Parque Nacional da Tijuca (PNT) em 1967, quando também teve seu perímetro alterado. Em 4 de julho de 2004, um Decreto Federal ampliou os limites do parque em 39,51 km².

Importante fragmento de Mata Atlântica coberta por Floresta Ombrófila Densa Secundária em avançado estágio de regeneração, o Parque Nacional da Tijuca possui uma área total de 3.953 ha, equivalente à cerca de 3,5% da área do município do Rio de Janeiro.

A Unidade de Conservação está compartimentada em quatro setores: Floresta da Tijuca, Serra da Carioca, Pedra Bonita/ Pedra da Gávea e Pretos Forros/ Covanca.

O parque apresenta flora e fauna bastante diversificadas, belezas naturais como grutas e cachoeiras, além de obras arquitetônicas de grande valor histórico e artístico, como o Cristo Redentor, uma das sete maravilhas do mundo moderno.

Fonte:
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

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