Meio Ambiente
É “extraordinária” a proposta de reduzir em 43% a emissão de gases estufa, diz ONU Brasil
Desenvolvimento Sustentável
A meta assumida pelo Brasil de reduzir em 43% as emissões de gases causadores do aquecimento global, divulgada pela presidenta Dilma Rousseff, nesse domingo (27), na Cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Desenvolvimento Sustentável Pós-2015, foi considerada pelo representante do organismo internacional no País como uma proposta “extraordinária” e que pode servir de modelo para outras nações.
Para Jorge Chediek, coordenador do Sistema Nações Unidas no Brasil e representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a proposta brasileira superou as expectativas da ONU. “É realmente extraordinário. Ficamos realmente impressionados não só pelo ambicioso objetivo, mas pela abrangência que o Brasil está propondo em termos de introdução de mais energia sustentável na matriz energética, incorporação de mais elementos de eliminação do desmatamento ilegal, de reflorestamento. É realmente muito impressionante. É uma proposta que tem de virar exemplo”, afirmou.
A proposta será apresentada formalmente na Conferência do Clima, em Paris, a COP-21, prevista para dezembro. No seu discurso na sessão plenária da ONU, a presidenta Dilma apresentou a meta. “O Brasil é um dos poucos países em desenvolvimento a assumir uma meta absoluta de redução de emissões. Temos uma das maiores populações e PIB do mundo e nossas metas são tão ou mais ambiciosas que aquelas dos países desenvolvidos”, afirmou.
O presidente da Rede Brasileira do Pacto Global, André Oliveira, considerou a meta como sinal claro de compromisso do Brasil com questões ambientais em âmbito mundial. “É um desafio ambicioso. Eventualmente possa ter ficado aquém para alguns, mas eu diria que o que importa é o compromisso e a sinalização do Brasil para o mundo de que, de fato, está comprometido com essa agenda (do desenvolvimento sustentável)”, disse.
A rede corrupção reúne 700 membros no Brasil. Cerca de 60% deles são empresas, algumas delas de grande porte como Bradesco, Itaú e Vale. O Pacto Global foi criado por iniciativa do ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para estimular empresas de todo o mundo a praticar valores ligados aos direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.
Segundo Oliveira, a Rede Brasileira do Pacto Global vai assumir o compromisso de reduzir o aquecimento proposto por Dilma. “É um compromisso de que o Brasil vai perseguir essas metas de uma forma em que a gente tenha uma gestão ambiental diferenciada para mostrar ao mundo o quanto somos capazes”, considerou.
Fonte:
Portal Brasil, com informações da Organização das Nações Unidas
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