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Meio Ambiente

Brasil busca consenso entre os países para frear o aquecimento global

COP 21

Delegação brasileira apostará no diálogo com os demais países para garantir pontos favoráveis no futuro acordo climático
publicado: 27/11/2015 16h24 última modificação: 30/11/2015 11h29

O Brasil buscará o consenso entre os países para frear o aquecimento global. Nas próximas duas semanas, 195 nações se reunirão na 21ª Conferência das Partes (COP 21), em Paris, para negociar um novo acordo capaz de combater as mudanças climáticas. Um dos líderes da delegação brasileira, o embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho, declarou, na quinta-feira (26), que esforços serão feitos para estabelecer um pacto ambicioso de corte de emissões.

Com posição de destaque na diplomacia das negociações de clima, o Brasil deverá ocupar lugar de destaque na COP 21. “Somos reconhecidos internacionalmente pelo amplo diálogo com os demais países e por buscar soluções de meio”, afirmou Marcondes durante entrevista coletiva. Para defender interesses comuns, o Brasil forma um bloco de articulação com África do Sul, Índia e China, o BASIC. Além disso, o Brasil também faz parte do G77 + China, que concentra, hoje, 133 nações em desenvolvimento.

Justiça

Há quatro pontos principais que o Brasil defenderá em Paris. O primeiro deles é o de que o novo acordo tem de ser justo e levar em consideração a responsabilidade histórica das nações desenvolvidas pelas mudanças climáticas. O País brigará, também, pelo equilíbrio entre medidas de mitigação e de adaptação no novo acordo. Além do corte de emissões, é preciso haver ações para aumentar a resiliência dos países mais vulneráveis, explicou Marcondes.

Os outros dois aspectos dizem respeito à ambição e à longa duração do futuro acordo, que deverão conseguir limitar o aumento da temperatura média do planeta a até 2°C. “Temos de virar a página dos longos anos passados, em que nos dedicamos apenas a legislar, e focar, agora, em uma fase de implantação das metas”, declarou o embaixador. Para isso, segundo ele, discussões sobre financiamento e transferências de tecnologia também serão necessárias.

Saiba mais

Apesar de considerado natural, o efeito estufa tem se intensificado e gerado as mudanças do clima. Essas alterações decorrem do aumento das emissões de substâncias como o dióxido de carbono e o metano. A liberação desses gases na atmosfera vem de atividades humanas como o transporte urbano, a agricultura, o desmatamento e a geração e o consumo de energia.

Com o objetivo de conter o problema, foi criada a Convenção sobre Mudanças do Clima das Nações Unidas (UNFCCC, na sigla em inglês), que conta com 195 países signatários. Todos os anos, representantes de todas essas nações se reúnem na Conferência das Partes (COP) para elaborar metas de mitigação e adaptação e para acompanhar os acordos estabelecidos anteriormente.

A COP 21, em Paris,  deverá gerar um novo acordo global de corte de emissões para começar a valer em 2020. O Brasil já se comprometeu a reduzir 37% das emissões de gases de efeito estufa até 2025 e, 43%, até 2030, ambas as metas comparadas aos níveis de 2005. Para cumpri-las, o País apostará no combate ao desmatamento, no reflorestamento e na renovação da matriz energética.

Fonte: Portal Brasil, com informações do MMA

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