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Meio Ambiente

Ibama monitora avanço de onda de lama no rio Doce

Controle

Após rompimento de barragens em Mariana, no interior mineiro, Ibama controla avanço dos rejeitos de mineração ao longo de 15 municípios de MG e ES
por Portal Brasil publicado: 10/11/2015 16h59 última modificação: 10/11/2015 18h24
Foto: Divulgação/Ibama Rompimento de barragem lançou rejeitos de mineração no Rio Doce, atingindo municípios de MG e ES

Rompimento de barragem lançou rejeitos de mineração no Rio Doce, atingindo municípios de MG e ES

A equipe de emergências do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Minas Gerais está acompanhando desde a última sexta-feira (6) os efeitos do rompimento da barragem de Fundão e o transbordo da barragem de Santarém, pertencentes à empresa Samarco, em Mariana (MG). Aos poucos, a lama está chegando a 15 municípios banhados pelo rio Doce em Minas Gerais e no Espírito Santo. 

Os municípios sob monitoração são Ponte Nova, Nova Era, Antônio Dias, Coronel Fabriciano, Timóteo, Ipatinga, Governador Valadares, Tumiritinga, Resplendor, Galiléia, Conselheiro Pena e Aimorés, em Minas Gerais; e Baixo Guandu, Colatina e Linhares,  no Espírito Santo.

Estima-se o lançamento de 50 milhões de metros cúbicos de rejeito de mineração (suficiente para encher 20 mil piscinas olímpicas), composto principalmente por óxido de ferro e sílica (areia). A lama atingiu diversas comunidades e avança sobre o rio Doce.

Houve alterações nos padrões de qualidade da água (turbidez, sólidos em suspensão e teor de ferro). Não é esperada toxidade no rejeito, mas o Ibama vai monitorar as análises realizadas e avaliar a possibilidade de contaminação adicional decorrente das áreas que foram arrastadas pela lama.

Nos locais atingidos pela lama concentrada, um dos impactos esperados é a mortandade de animais, terrestres e aquáticos, por asfixia. Devido à densidade da lama, ainda não foi possível observar o fenômeno, porque os animais mortos não flutuarão. No rio Doce, onde a lama chega mais diluída, poderá ocorrer mortandade de peixes devido a impactos no sistema respiratório.

Auxílio do resgate

O Ibama acompanha diariamente as ações no gabinete de crise, alertando sobre questões ambientais e prováveis áreas impactadas. Um helicóptero do Instituto reforçou a equipe nesta segunda-feira (9) para auxiliar no resgate de pessoas, animais e no monitoramento.

A prioridade dos órgãos envolvidos neste momento é resolver a situação de emergência, principalmente o resgate da população que ficou isolada e a busca por desaparecidos.

O Ibama participa das atividades do gabinete de crise desde a primeira comunicação do desastre. O órgão licenciador do empreendimento é a Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais (Feam/MG), que deverá apurar as responsabilidades e adotar as medidas previstas na legislação.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ibama

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