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Meio Ambiente

Ibama realiza ações de emergência na foz do rio Doce

Proteção

Técnicos estão transferindo ninhos de tartarugas marinhas para áreas que não deverão ser atingidas diretamente pela onda de rejeitos de mineração
publicado: 19/11/2015 17h09 última modificação: 19/11/2015 17h50

Desde o início desta semana, equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizam ações de emergência para proteção da fauna na região de Mariana (MG), afetada pela catástrofe ambiental provocada pelo rompimento de barragem da mineradora Samarco.

Além de avaliar os danos ambientais ao longo do rio Doce, as equipes também atuam para reduzir os impactos no estuário, em Regência (ES).

Os dois institutos estão transferindo os ninhos de tartarugas marinhas para áreas que não deverão ser atingidas diretamente pela onda de rejeitos de mineração. O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas (Tamar/ICMBio) faz o monitoramento das praias onde as tartarugas marinhas desovam e já removeu 33 ninhos das praias capixabas.

Barreiras de contenção foram colocadas nessa quarta-feira (18) para evitar ou atenuar o possível avanço da lama para áreas de desova. As ações no cordão arenoso da barra do rio Doce seguem para manter permanentemente abertos os canais escavados que conduzirão a lama diretamente para a praia.

O impacto à biodiversidade neste momento está concentrado nos peixes. O avanço da lama provavelmente está provocando a fuga dos peixes de superfície rio abaixo. Mas os peixes de fundo – como cascudos e bagres – não acompanham este movimento.

Ibama e ICMBio definiram que será feita a captura de matrizes e a proteção dos tributários (rios de menor porte que desaguam em outros maiores), para constituir uma poupança genética desta biodiversidade de peixes e iniciar de um processo de reprodução em cativeiro para viabilizar o repovoamento de trechos do rio.

Técnicos iniciaram a busca e o mapeamento dos rios que estão servindo de refúgio aos peixes de superfície em toda a extensão do rio Doce, entre a cidade de Mariana e a foz em Regência (ES). A previsão para conclusão deste trabalho é 11 de dezembro e incluirá as recomendações de exclusão de pesca na região.

O Ibama faz um alerta para o resgate e transporte de peixes do rio Doce para lagoas marginais no Espírito Santo. Os peixes de rio e os peixes das lagoas têm comportamentos e necessidades ambientais diversas, assim como são diferentes as características de cada um desses ambientes.

As lagoas são alguns dos poucos ambientes que podem estar razoavelmente protegidos desta catástrofe, e podem ser fundamentais na tentativa de recuperação do rio Doce no futuro. A transferência indiscriminada de peixes do rio para as lagoas pode gerar:

- Altíssimos índices de mortalidade dos peixes trazidos do rio Doce, pelas dificuldades técnicas no transporte ou pela não adaptação aos ambientes das lagoas marginais;

- Predação maciça de peixes jovens em desenvolvimento em lagoas que tenham papel de berçário;

- Transferência indiscriminada de espécies exóticas invasoras presentes no rio Doce, como o bagre africano e o Tucunaré;

- Concorrência intensa com os peixes residentes das lagoas, por comida e refúgios;

- Alterações químicas decorrentes de possíveis contaminantes que podem já ter chegado aos pontos mais baixos do rio Doce;

- Mortandade em massa pelo esgotamento de oxigênio na água em razão da superlotação das lagoas.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ibama

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