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Meio Ambiente

Paris é início de esforço para acordo concreto sobre clima, diz Itamaraty

COP21

Segundo Raphael Azeredo, diretor do MRE, pela primeira vez países vão se reunir, na COP21, para discutir ações para evitar aquecimento global
publicado: 25/11/2015 10h49 última modificação: 25/11/2015 16h00
Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil Diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores, ministro Raphael Azeredo, fala sobre a COP21

Diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores, ministro Raphael Azeredo, fala sobre a COP21

A reunião de chefes de Estado e de governo, que na próxima semana participam em Paris da 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima (COP21), é apenas o início de um esforço diplomático intenso para regulamentar e implementar um acordo que reduza a emissão de gases de efeito estufa que causam o aquecimento global.

A avaliação do diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores, Raphael Azeredo. “Você vai ter, pela primeira vez, um esforço verdadeiramente global para atingir o que o IPCC [Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas] ditou como o limite do que seria a interferência humana e a partir do qual você teria efeitos nefastos, que são [conter o aumento da temperatura média da Terra em] 2 graus Celsius até o final do século”, disse, em referência ao Acordo de Paris que deve entrar em vigor em 2020, em substituição ao Protocolo de Quioto.

Azeredo destacou a importância do evento e da participação de mais nações no acordo de redução de gases poluentes. Na avaliação dele, a reunião em Paris será um marco e deverá inaugurar “uma nova fase” em que todos os países terão contribuições para a questão da mitigação. Para ele, o Brasil tem uma das metas mais ambiciosas do planeta e isso pode ajudar a induzir outras nações a pensar políticas mais efetivas para mudanças do clima. 

Em setembro, a presidenta Dilma Rousseff apresentou nas Nações Unidas a Contribuição Nacionalmente Determinada Pretendida (INDC) do Brasil, que foi reconhecida como uma das mais ambiciosas, com previsão de redução absoluta da emissão dos gases de efeito estufa e com números considerados muito bons: 37% até 2025 e 43% até 2030.

"Gostamos de pensar que a nossa INDC poderá induzir outros países a pensar de uma forma mais ambiciosa em termos de políticas para mudanças do clima", disse Raphael Azeredo

Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil 

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