Meio Ambiente
Paris é início de esforço para acordo concreto sobre clima, diz Itamaraty
COP21
A reunião de chefes de Estado e de governo, que na próxima semana participam em Paris da 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima (COP21), é apenas o início de um esforço diplomático intenso para regulamentar e implementar um acordo que reduza a emissão de gases de efeito estufa que causam o aquecimento global.
A avaliação do diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores, Raphael Azeredo. “Você vai ter, pela primeira vez, um esforço verdadeiramente global para atingir o que o IPCC [Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas] ditou como o limite do que seria a interferência humana e a partir do qual você teria efeitos nefastos, que são [conter o aumento da temperatura média da Terra em] 2 graus Celsius até o final do século”, disse, em referência ao Acordo de Paris que deve entrar em vigor em 2020, em substituição ao Protocolo de Quioto.
Azeredo destacou a importância do evento e da participação de mais nações no acordo de redução de gases poluentes. Na avaliação dele, a reunião em Paris será um marco e deverá inaugurar “uma nova fase” em que todos os países terão contribuições para a questão da mitigação. Para ele, o Brasil tem uma das metas mais ambiciosas do planeta e isso pode ajudar a induzir outras nações a pensar políticas mais efetivas para mudanças do clima.
Em setembro, a presidenta Dilma Rousseff apresentou nas Nações Unidas a Contribuição Nacionalmente Determinada Pretendida (INDC) do Brasil, que foi reconhecida como uma das mais ambiciosas, com previsão de redução absoluta da emissão dos gases de efeito estufa e com números considerados muito bons: 37% até 2025 e 43% até 2030.
"Gostamos de pensar que a nossa INDC poderá induzir outros países a pensar de uma forma mais ambiciosa em termos de políticas para mudanças do clima", disse Raphael Azeredo
Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil
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