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Meio Ambiente

Ações emergenciais e monitoramento asseguram água a moradores de MG e ES

Ajuda

Governo auxiliou Estados e municípios a garantir abastecimento; análises da qualidade da água descartaram contaminação
por Portal Brasil publicado: 23/12/2015 10h10 última modificação: 23/12/2015 13h02

Uma das principais prioridades do governo na reação aos desdobramentos do acidente em Mariana (MG) foi auxiliar Estados e municípios a garantir o abastecimento de água para as populações afetadas pela enxurrada de lama da mineradora Samarco.

Num primeiro momento, quando logo após o acidente a captação de água proveniente do rio Doce e seus afluentes foi interrompida, a prioridade foi ajudar a população a ter o mínimo, seja com carros pipas ou entrega de água mineral. Depois, o trabalho passou a ser de restabelecer as condições para a retomada do abastecimento regular.

Confira algumas dessas ações:

Ações emergenciais

O governo, por meio do Ministério da Integração Nacional, ajudou a articular o trabalho de órgãos municipais e estaduais relacionados à captação e abastecimento de água. O Exército atuou na distribuição de um estoque de água mineral para a população em Governador Valadares (MG) e Colatina (ES), maiores cidades a terem ficado sem água na região.

Abastecimento regular

Posteriormente, uma estação móvel de tratamento de água, associada a uma outra estação que foi reativada, permitiram a retomada do abastecimento na cidade de Governador Valadares. No Espírito Santo, o trabalho incluiu meios alternativos como poços artesianos, carros-pipa e instalação de caixas d'água. Um canal do Rio Guandu foi desassoreado e limpo para garantir a captação e abastecimento da cidade de Baixo Guandu.

Sistema de alerta sobre enchentes

Logo após o acidente, o Serviço Geológico Brasileiro (CPRM) passou a realizar uma operação 24 horas de monitoramento do Sistema de Alerta da Bacia do Rio Doce, que inclui municípios do leste de Minas Gerais e do Espírito Santo, sobre eventuais enchentes na região.

Monitoramento da qualidade da água

Desde o dia 6 de novembro, a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) estão acompanhando o movimento da onda de rejeitos diariamente. O monitoramento também inclui a qualidade da água e dos sedimentos. Desde 19 de novembro, o monitoramento da qualidade da água é feito a cada dois dias, e o dos sedimentos, a cada quatro. A turbidez é monitorada diariamente.

A avaliação é feita em 14 pontos do rio, e não detectou aumento da concentração de metais, em comparação com o histórico do rio. Esses laudos permitiram que as concessionárias da região restabelecessem o abastecimento de água.

O serviço concluiu que a lama da barragem não é tóxica. Saiba mais.

Vigilância Sanitária

A Anvisa repassou mais de R$ 4,4 milhões aos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo para ações de contingência de vigilância sanitária, já que várias cidades banhadas pela bacia do rio Doce foram fortemente atingidas pelo vazamento de rejeitos da mineradora Samarco. Os recursos, repassados para a Funasa e para Fundos Estaduais e Municipais de Saúde, atenderam cidades onde haviam desabrigados e desalojados e risco de desabastecimento de água.

Saiba mais sobre as ações do governo:

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Fonte: Portal Brasil

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