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Meio Ambiente

Governo trabalha para minimizar impacto ambiental e recuperar bacia do Rio Doce

Ações

Do resgate de animais e peixes, passando pelo monitoramento da água, até a responsabilização da empresa; foram muitas as ações de resposta à tragédia em MG e ES
por Portal Brasil publicado: 23/12/2015 10h10 última modificação: 11/01/2016 14h43

Desde os primeiros momentos após o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG), o governo federal tem atuado, em parceria com Estados e municípios, para reduzir ao mínimo os impactos ambientais do desastre e acelerar o processo de recuperação da bacia do Rio Doce.

O trabalho é focado tanto em ações emergenciais de salvamento de animais e peixes, para preservação da fauna local, quanto na elaboração de um plano de longo prazo para a revitalização do rio e seu entorno, cujos custos deverão ser arcados pela empresa responsável pelo acidente.

Confira algumas dessas ações:

Ação na justiça para que empresa constitua fundo de R$ 20 bilhões

Em conjunto com os governos de Minas Gerais e Espírito Santo, o governo federal ingressou com um ação civil pública na Justiça para exigir que a mineradora Samarco e suas controladoras, Vale e BHP Billiton, sejam condenadas a pagar indenização de R$ 20 bilhões em razão dos danos causados pelo lançamento dos rejeitos de mineração no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana. Os recursos do fundo – que deverá ter gestão privada – serão aplicados em quatro frentes: contenção de danos, minimização de sua expansão geográfica, revitalização da bacia do Rio Doce e indenização às vítimas.

Laudo técnico preliminar

O Ibama divulgou no dia 1º de dezembro, antes de completar um mês da tragédia, um laudo técnico preliminar com um diagnóstico sobre a extensão dos danos causados pela tragédia. O documento não somente ajuda a dimensionar o impacto no meio ambiente, como será um importante insumo para a elaboração do plano de recuperação do Rio Doce.

Plano de revitalização do Rio Doce

Em novembro, o governo instituiu o Comitê de Gestão e Avaliação de Respostas, formado por representantes de oito ministérios (Casa Civil, Integração Nacional, Meio Ambiente, Justiça, Minas e Energia, Defesa, Cultura e AGU), com o objetivo de, entre outras ações, monitorar e acompanhar o trabalho de recuperação de ecossistemas e de reconstrução decorrentes do desastre. O grupo vai manter um canal de diálogo permanente com a população local para a elaboração do plano de revitalização na região atingida. A elaboração do plano será feita de forma coordenada com os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Antecipação da operação 24h do sistema de alerta do Rio Doce

Logo após o acidente, o Serviço Geológico Brasileiro (CPRM) passou a realizar uma operação 24 horas de monitoramento do Sistema de Alerta da Bacia do Rio Doce, que inclui municípios do leste de Minas Gerais e do Espírito Santo. Ao lado da Agência Nacional de Águas, o CPRM passou avaliar em 14 pontos do rio a qualidade da água e não encontrou aumento da concentração de metais, em comparação com o histórico do rio. Esses laudos permitiram que as concessionárias da região restabelecessem o abastecimento de água. O serviço concluiu que a lama da barragem não era tóxica.

Preservação da fauna

O salvamento de animais e a preservação de espécies de peixes, algumas só existentes na bacia do Rio Doce, foi uma das principais prioridades entre as ações emergenciais de resposta à tragédia de Mariana. Uma força-tarefa formada por servidores do Ibama e do ICMBio atuou desde os primeiros dias após o acidente para resgatar animais ameaçados e recolher peixes. No litoral, a preocupação foi transferir ninhos de tartarugas marinhas para áreas que não seriam atingidas diretamente pela onda de rejeitos de mineração. Também foram colocadas barreiras de contenção para evitar ou atenuar o avanço da lama.

Navio da Marinha faz pesquisas no rio

A Marinha tem auxiliado o trabalho de avaliação dos danos ambientais provocados pela enxurrada de lama. A análise é feita por 400 militares do Comando do 1º Distrito Naval, tripulantes do navio de pesquisa Vital de Oliveira. O objetivo é coletar dados que ajudem na qualificação e quantificação do impactos oceanográficos na fauna e na flora da foz do rio Doce e áreas marítimas adjacentes a Linhares (ES), onde a lama alcançou o mar. São realizadas pesquisas científicas de caracterização física, química, biológica, geológica e ambiental de áreas oceânicas. Já foram realizadas duas fases de estudos.

Ferramenta de monitoramento por satélite

O Inpe utilizou uma ferramenta digital para mapear as áreas de risco e vulnerabilidade do Rio Doce. Por meio de imagens de satélite foi possível monitorar a trajetória da lama provocada pelo rompimento e transbordamento da barragem em Mariana (MG) até as áreas mais próximas de drenagem. A ferramenta, chamada Hand, foi desenvolvida pelo próprio Inpe, e usou como base imagens capturadas por um satélite americano.

Saiba mais sobre as ações do governo:

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Fonte: Portal Brasil

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