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Meio Ambiente

Integração entre ciência e políticas públicas vai acelerar recuperação do Rio Doce

Desastre ambiental

Edital de contratação de cientistas será publicado em fevereiro; R$ 12 mi serão destinados a gerar conhecimento para recuperar bacia do Rio Doce
por Portal Brasil publicado: 27/01/2016 16h27 última modificação: 28/01/2016 12h27
"Estudos serão essenciais para as políticas de recuperação do Rio Doce e também será um aprendizado para se evitar e prevenir esse tipo de desastre”, comentou Carlos Nobre, presidente da Capes

"Estudos serão essenciais para as políticas de recuperação do Rio Doce e também será um aprendizado para se evitar e prevenir esse tipo de desastre”, comentou Carlos Nobre, presidente da Capes

O governo federal e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo decidiram contratar cientistas para pesquisar as consequências do desastre ambiental de Mariana. A medida, anunciada nesta quarta-feira (27) em Brasília, movimentará cerca de R$ 12 milhões a fim de auxiliar na elaboração de medidas para recuperação do Rio Doce.

A primeira providência será a publicação até o fim de fevereiro de um edital para contratação de propostas de estudo de pesquisadores abrangendo as áreas de solo, água, vegetação e fauna.

As propostas terão que abranger ainda a área social, com estudos sobre as consequências do desastre para agricultura, abastecimento, economia regional da bacia do rio e a população afetada.

O desastre ambiental, o maior já registrado no País, ocorreu no início de novembro e foi provocado pelo rompimento de uma barragem da mineradora Samarco, pertencente à Vale e à companhia anglo-australiana BHP Billiton.

O rompimento da barragem deixou mortos, feridos e derramou toneladas de lama misturada a rejeitos de minério de ferro que destruíram distritos inteiros, poluindo a bacia do Rio Doce e as águas do Oceano Atlântico que banham parte do Espírito Santo e da Bahia.

“Estamos convidando pesquisadores para estudar o que ocorreu, para prevenir, ver qual o impacto e como recuperar plenamente a funcionalidade da bacia do Rio Doce”, disse o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Carlos Nobre. A Capes é ligada ao Ministério da Educação.

Além da Capes, a destinação de cerca de R$ 12 milhões na contratação dos cientistas e pesquisadores envolve também a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Espírito Santo (Fapes), a Agência Nacional de Águas (Ana) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Políticas públicas

O objetivo é construir consensos baseados em evidências sobre as consequências desse desastre ambiental de grande proporção. E, a partir disso, formular políticas públicas do governo federal e dos governos de Minas e do Espírito Santo para a recuperação da bacia do Rio Doce.

“É um estudo de ampla dimensão para entender o que ocorreu, com estudos de campo, de laboratórios e de modelagem ambiental. E esses subsídios serão essenciais para as políticas de recuperação do Rio Doce e também será um aprendizado para se evitar e prevenir esse tipo de desastre”, comentou Carlos Nobre.

O edital irá estimular a competição entre grupos de pesquisa. Entre as áreas a serem pesquisadas constam hidrologia, engenharia de barragem, química, química ambiental, ecologia, biologia, oceanografia, mineralogia e meteorologia.

 “É um problema muito grave e para o qual não existem soluções prontas. Portanto, é necessário conclamar toda a nossa inteligência e a comunidade científica para ajudar a propor alternativas e mecanismos para sanar esse desastre”, afirmou o presidente em exercício da Fapemig, Paulo Sérgio Lacerda Beirão.

A expectativa é que os estudos sejam feitos ao longo dos próximos quatro anos. Entre outras ações, o edital irá oferecer bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado, abrangendo cientistas nacionais e estrangeiros.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Capes, Fapemig, Fapes, CNPq e Ana

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