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Meio Ambiente

Saiba como é a formação de um brigadista florestal

Preservação

Cerca de 834 profissionais foram contratados para atuar em 18 Estados este ano com combate de incêndios e educação ambiental
por Portal Brasil publicado: 28/09/2016 17h04 última modificação: 29/09/2016 14h22

Com a proximidade dos meses mais secos do ano, o Ministério do Meio Ambiente edita todos os anos uma portaria para contratação temporária de brigadistas florestais. Em 2016, 834 profissionais foram selecionados pela pasta e atuaram no combate a 1.350 incêndios em todo o País.

Os profissionais escalados para essa função precisam ter bom condicionamento físico, já que o trabalho de controle das chamas envolve riscos. "O brigadista geralmente é uma pessoa habituada ao trabalho no campo, porque o combate é feito com enxada, com pá, foice, facão, abafador, pessoas que já estão acostumadas com a lida do campo", explicou o chefe do PrevFogo, Gabriel Zacharias.

Para selecionar os candidatos e treinar os mais aptos à função, o PrevFogo realiza concursos em 18 Estados. O cargo de brigadista exige apenas alfabetização e o salário é de R$ 880. 

Entre as provas, há testes de aptidão física e de Habilidades e uso de ferramentas agrícolas. As provas incluem a conclusão de uma caminhada de 2,4 quilômetros em meia hora. Durante o percurso, os candidatos devem carregar uma bomba costal (tipo de mochila com reservatório de água) que pesa 24 quilos. Já a avaliação com a enxada, exige que os participantes capinem um terreno de três a cinco metros no tempo de 20 minutos.

Formação

Os aprovados são distribuídos em 50 brigadas especializadas onde permanecem por até seis meses. Depois de convocados, eles passam por um curso de formação para se especializarem no combate às queimadas.

Adam Silva é brigadista florestal há sete anos e vive próximo a uma Unidade de Conservação (UC) em Sobradinho, no Distrito Federal (DF). "O curso específico faz a diferença porque você vai ter que ter essa parte de educação ambiental, [técnicas de] combate em unidades de conservação, e conscientização da comunidade, para explicar que o fogo é uma questão que envolve também as comunidades", ressaltou.

Os brigadistas também têm aulas sobre o manejo de ferramentas para a prevenção e combate aos incêndios florestais e alternativas ao uso do fogo na produção agropastoril. As aulas duram cinco dias, e a carga é de 40 horas semanais.

"Tem de interpretar a meteorologia, os tipos de ferramentas, todas as ações da natureza que vão influenciar na forma de combate. O curso de brigada florestal é totalmente diferente do curso de brigadista predial" comparou Silva, já que a formação desses é focada em edificações.

Rotina

O trabalho dos brigadistas, além do combate à chamas, também envolve monitoramento, prevenção e manejo do fogo e educação ambiental das comunidades que vivem nas Unidades de Conservação.

De acordo com balanço do PrevFogo, este ano os brigadistas realizaram 332 ações de educação ambiental coim 7.012 moradores dessas áreas.

"O que é mais desafiante é quando trabalhamos em áreas isoladas. Teve uma terra indígena no Mato Grosso em que tivemos uma experiência bem árdua de trabalho. Uma região difícil, em que tinha de andar muito, e muito fogo, muito trabalho que exigia esforço físico", relembra o brigadista.

Os brigadistas do PrevFogo cobrem uma área de 15 milhões hectares de terras indígenas, 7,5 milhões de hectares de projetos de assentamento e 265 mil hectares de territórios quilombolas. Também auxiliam na proteção de cerca de 12 milhões de hectares de Unidades de Conservação (UC).

"[Os brigadistas] fazem trabalho extremamente pesado para conseguir proteger, manter a nossa vegetação em pé, salvar a fauna. Melhorar a qualidade de vida de todos nós que dependemos da natureza, dos córregos, dos rios, é um trabalho que está prevenindo o assoreamento de um rio, melhorando a qualidade hídrica para a população e melhorando a qualidade do ar", completa Zacharias, da Prevfogo.

Fonte: Portal Brasil, com informações do PrevFogo

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