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Meio Ambiente

COP 22 prioriza povos vulneráveis ao aquecimento global

Acordo climático

No Marrocos, líderes mundiais defendem medidas para populações de áreas mais afetadas pelo aquecimento do planeta
por Portal Brasil publicado: 07/11/2016 18h27 última modificação: 08/11/2016 13h44
Foto: Gilberto Soares/MMA O principal objetivo da Conferência é regulamentar o Acordo de Paris, concluído no fim do ano passado e já em vigor desde a sexta-feira (4)

O principal objetivo da Conferência é regulamentar o Acordo de Paris, concluído no fim do ano passado e já em vigor desde a sexta-feira (4)

A 22ª Conferência das Partes (COP 22) sobre mudança do clima, que começou nesta segunda-feira (7) em Marrakech, Marrocos, dará atenção especial às populações mais expostas aos efeitos do aumento da temperatura média global.

O presidente do COP 22 e ministro de Relações Exteriores do Marrocos, Salaheddine Mezouar, destacou a necessidade de ação imediata com foco nas pessoas que vivem em áreas mais suscetíveis a eventos climáticos. “É preciso direcionar o trabalho para as populações mais vulneráveis”, declarou. “Vamos mostrar consistência nessa agenda”, acrescentou.

Representantes de mais de 190 países definirão nas próximas duas semanas os detalhes do acordo mundial, que tem como desafio frear o aquecimento do planeta. 

Na Cúpula, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, chefiará a delegação brasileira e defenderá questões como adaptação e financiamento. Um espaço montado pelo governo federal divulgará as ações ambientais brasileiras durante o evento.

O principal objetivo da Conferência é regulamentar o Acordo de Paris, concluído no fim do ano passado e já em vigor desde a sexta-feira (4).

Conservação de florestas

Líder na agenda climática, o Brasil entra otimista na COP 22. O diretor de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Adriano Santhiago, destacou a queda de 78% no desmatamento entre 2004 e 2015, ano de implementação do plano de controle do corte ilegal de árvores na Amazônia.

“Vamos fortalecer essas ações e promover um maior aproveitamento econômico da floresta”, explicou. Segundo ele, medidas nas áreas de energias renováveis, indústria e ciência também estão em curso.

A participação de todos os setores da sociedade será fundamental para o cumprimento das metas brasileiras. “Esse é um esforço do País, incluindo governo, setor privado, organizações não governamentais e academia”, afirmou.

Santhiago acrescentou que o momento é favorável para redefinir os modelos produtivos do País e do mundo. “É a oportunidade de agirmos em termos de transformação tecnológica, recursos renováveis, eficiência energética e agricultura”, exemplificou.

Destaque à África

Por estar ocorrendo no Marrocos, no norte da África, esta edição da Conferência das Partes promete dar destaque ao continente.

Presidente da edição anterior da COP, que ocorreu em Paris, a ministra do Meio Ambiente da França, Segolene Royal, destacou que os países africanos estão entre os mais mobilizados e criativos frente à mudança do clima. “Uma corrida contra o tempo está à nossa frente”, alertou. “Não vamos reproduzir os mesmo erros do passado em relação ao processo industrial.”

Os desafios que a comunidade internacional terá pela frente também foram lembrados. A secretária executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Patricia Espinosa, declarou que as metas anunciadas pelos países precisam ser incorporadas às políticas nacionais.

Além disso, segundo ela, é preciso avançar em relação ao financiamento internacional das medidas. “Nosso trabalho já começou, mas ainda está longe de terminar”, resumiu.

Acordo de Paris

Com o objetivo de manter o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2ºC em relação aos níveis pré-industriais e garantir esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC, o Acordo de Paris instituiu um processo com metas individuais de cada país para a redução de emissões de gases de efeito estufa.

Nesse contexto, o Brasil comprometeu-se a reduzir 37% das emissões até 2025, com indicativo de cortar 43%, até 2030.

Apesar de ser um fenômeno natural, o efeito estufa tem aumentado nas últimas décadas e causado mudança do clima. Essas alterações decorrem do aumento descontrolado das emissões de gases como o dióxido de carbono e o metano.

A liberação dessas substâncias na atmosfera ocorre por conta de diversas atividades humanas, entre elas o transporte, o desmatamento, a agricultura, a pecuária e a geração e o consumo de energia.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Meio Ambiente

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