Operação militar de monitoramento da fronteira teve apreensão de 3,7 toneladas de drogas
24/10/2012 19:55 - Portal Brasil
Também foram detidos 67 veículos e 201 embarcações
Concluída no início da semana, a Operação Ágata 6 de monitoramento da fronteira do Brasil, realizada pelas Forças Armadas entre 9 de outubro e o início desta semana foi marcada pelas apreensões de 3,7 toneladas de drogas, 67 veículos e 201 embarcações.
O balanço foi divulgado pelo Comando Militar do Oeste (CMO), em Campo Grande (MS), encarregado de executar a operação sob orientação do Ministério da Defesa e com participação da Marinha, do Exército e da Força Aérea, além de agentes públicos de 12 ministérios.
De acordo com os resultados, foram inspecionadas 6.530 embarcações. Desse total, 674 foram notificadas. Em duas semanas de operação militar aconteceram 35 mil vistorias de veículos e 17 mil revistas de pedestres. Na região, foram feitas inspeções em 132 aeronaves civis e em 88 aeródromos.
Os militares recolheram também R$ 53 mil que supostamente seriam utilizados para compra de entorpecentes. A operação é parte do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) e abrangeu o patrulhamento de 4.216 quilômetros, indo de Corumbá (MS) a Mâncio Lima (AC).
Ações sociais
Além do aparato militar, a Ágata 6 contou com ações cívico-sociais (Acisos). Com isso, 19.510 moradores de regiões carentes foram atendidas por médicos e dentistas nas cidades situadas na fronteira. Os cidadãos também receberam medicamentos e orientações para seguirem com tratamento em unidades de saúde em locais próximos.
Na região de Corumbá e Ladário, no Mato Grosso do Sul, o navio-hospitalar Tenente Maximiano atuou no atendimento aos ribeirinhos. Em Cáceres (MT), os militares recuperaram a Escola Estadual Professora Ana Maria das Graças de Souza Noronha e prestaram atendimento na área de saúde nas dependências da Escola Agrotécnica Federal.
Material radioativo
Dezessete militares do 1º Pelotão de Defesa Química, Biológica e Nuclear (DQBN) do Exército atuaram no patrulhamento de rios do pantanal sul-matogrossense durante as duas semanas da Operação Ágata 6. O objetivo da mobilização do pelotão em conjunto com a Marinha foi para testar os novos equipamentos de detecção de material radioativo nas embarcações que navegam naquela região.
Segundo o tenente Maurício Ribeiro de Paiva Júnior, o controle deste tipo de ilícito é fundamental para a segurança pública e da natureza. “Caso haja contaminação, a biodiversidade pode ser prejudicada e a população do Pantanal, que venha se alimentar dos peixes e derivados do rio, também pode ser contaminada, e, como consequência, acarretar graves doenças, como por exemplo, câncer”.
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