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Plano de combate ao crack no Rio pretende suspender internação compulsória

18/12/2012 15:20 - Portal Brasil

O plano oferecerá serviços 24 horas, incluindo atendimento ambulatorial nos locais onde estão concentrados os dependentes químicos

 

Priorizar a assistência à saúde em vez da internação compulsória dos dependentes químicos, principalmente de crack, na capital fluminense, é o que espera o Ministério da Saúde que vai financiar parte do Plano Municipal de Atendimento ao Usuário de Crack e Outras Drogas, previsto para ser anunciado ainda este ano. 

O plano oferecerá serviços 24 horas, incluindo atendimento ambulatorial nos locais onde estão concentrados os dependentes químicos, além de centros de Atenção Psicossocial (CAPs) especializados no tratamento de dependentes químicos.

 

Consultórios de ruas

Carro-chefe do programa do governo federal Crack, É Possível Vencer, os consultórios de ruas são formados por uma equipe de médicos, psiquiatras, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos, além de pedagogos. O ambulatório é móvel e fica instalado em ônibus ou furgão. O veículo é deslocado para as áreas da cidade onde se concentram os dependentes químicos.

Governo do Rio de Janeiro Operadores de segurança foram treinados para trabalhar em áreas de uso do crack, facilitando a integração entre as ações das políticas de saúde, assistência social, prevenção e segurança pública Ampliar
  • Operadores de segurança foram treinados para trabalhar em áreas de uso do crack, facilitando a integração entre as ações das políticas de saúde, assistência social, prevenção e segurança pública

A aproximação da equipe médica com os usuários de drogas, nas ruas, pode levar algum tempo, mas é a forma mais eficaz de assegurar tratamento para dependência química e atendimentos em saúde para os usuários de drogas, avalia Paula Marques, do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências, de Portugal.

Segundo Paula, as cidades portuguesas têm um projeto semelhante aos consultórios de rua, programa importado da França, em que uma equipe atende em um furgão. Primeiro, para se aproximar, são ofertados utensílios para redução de danos, como seringas, mas com o tempo, os profissionais conseguem conversar com os doentes e encaminhá-los para uma consulta ou terapia.

Desde 2011, a Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio, que faz operações conjuntas com os órgãos de segurança, acolheu 5.141 dependentes químicos que viviam nas ruas, sendo 4.468 adultos e 693 crianças.

 

Capacitação para operadores de segurança

A Secretaria de Estado de Segurança, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação, formou na última segunda-feira (17), 48 operadores de segurança, entre eles policiais militares, civis e guardas municipais, para atuar no combate ao crack. A formatura ocorreu na sede do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), na zona oeste da capital fluminense, e tem por finalidade integrar o programa do governo federal, Crack, É Possível Vencer, que tem o objetivo de criar políticas públicas na luta contra a droga.

Os 48 operadores de segurança foram treinados para trabalhar em áreas de uso do crack, facilitando a integração entre as ações das políticas de saúde, de assistência social, de prevenção e de segurança pública. O critério para a escolha dos participantes privilegiou os membros dos batalhões situados em localidades onde existe maior incidência de usuários da droga, como o 3º Batalhão de Polícia Militar, no Méier, que atua na área do Jacarezinho na zona norte.

O objetivo do curso é integrar e otimizar o trabalho desenvolvido pelas autoridades. "A intenção é a formação dos profissionais na perspectiva da educação, da prevenção, da saúde e da assistência, onde a segurança pública entre nesse cenário como mais uma área articuladora e agregadora", explicou Leiriana.

Segundo a instrutora do Proerd, Renata Viana, a iniciativa serviu para os policiais se conscientizarem da importância do papel que eles desempenham na sociedade em relação ao combate às drogas.

 

Crack, é possível vencer

Programa Crack, é possível vencer investe na capacitação de professores, agentes de saúde, assistência social e segurança pública. Até agora, 174 mil profissionais, de 13 estados, já foram capacitados pela ação. Saiba mais sobre o programa aqui.

 

Fonte:
Agência Brasil
Portal Brasil

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