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Brasil registra criação de 46 mil empregos com carteira assinada em novembro

19/12/2012 16:35 - Portal Brasil

Desde janeiro, foram abertos 1,77 milhão de postos de trabalho

 

Em novembro, foram criados 46.095 empregos com carteira assinada no País, correspondentes ao crescimento de 0,12% em relação ao estoque do mês anterior, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Divulgação/Governo do Espírito Santo A Carteira de Trabalho e Previdência Social é um documento obrigatório para quem presta algum tipo de serviço a outra pessoa

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  • A Carteira de Trabalho e Previdência Social é um documento obrigatório para quem presta algum tipo de serviço a outra pessoa

O movimento do período deu continuidade à trajetória de crescimento do emprego, apresentando pela terceira vez no ano um saldo superior ao do ano anterior. Foram declaradas 1.624.306 admissões e 1.578.211 desligamentos no referido mês.

No acumulado do ano, foram abertos 1.771.576 postos de trabalho, expansão de 4,67% no nível de emprego e, nos últimos doze meses, 1.369.108, correspondendo à elevação de 3,57%. Entre janeiro de 2011 a novembro de 2012, tomando como referência os dados da Rais (que também abrange os servidores públicos) e do Caged, foram criados 4.013.852 empregos formais.

 

Setores

MTE Em novembro de 2012 foram criados 46.095 empregos com carteira assinada Ampliar
  • Em novembro de 2012 foram criados 46.095 empregos com carteira assinada

Segundo o Caged, apresentaram desempenho positivo no mês: comércio, com 109.617 postos (1,27%), sendo o terceiro melhor saldo para o período, e serviços, com 41.538 postos (0,26%). Por outro lado, alguns setores apresentaram desempenhos negativos.

A construção civil teve baixa de 41.567 postos (-1,34%), decorrente, em parte, de atividades relacionadas à construção de edifícios (-15.577 postos) e construção de rodovias e ferrovias (-8.803 postos), associados a términos de contratos e a condições climáticas. Na agricultura, houve retração de 32.733 postos (-1,98%), devido à presença de fatores sazonais negativos.

A indústria de transformação teve perda de 26.110 postos (-0,31%), proveniente, em parte, dos ajustes da demanda das festas do fim do ano, queda menor que a ocorrida em novembro de 2011 (-54.306 postos ou -0,65%). Entre os setores com desempenho negativo estão administração pública, com baixa de 2.615 postos (-0,32%); serviços industriais de utilidade pública, com diminuição de 1.811 postos (-0,47%) e extrativa mineral, com queda de 224 postos (-0,10%).

 

Regiões

Os dados por recorte geográfico revelam expansão do emprego em três das cinco grandes regiões, sendo a Sul, com 29.562 postos (0,41%); Sudeste, com 17.946 vagas (0,08%), e Nordeste, com 17.067 empregos (0,28%).

As exceções ficaram por conta da região Centro-Oeste (-14.820 postos ou – 0,50% ), cuja redução deveu-se ao desempenho negativo da agricultura (-9.130 postos); da construção civil (-6.393 postos) e da indústria de transformação (-5.929 postos), e da região Norte (-3.660 postos  ou -0,21%), onde a construção civil ( -3.371 postos) e a indústria de transformação (-2.084 postos) foram os principais setores responsáveis pela queda do emprego no mês.

Por unidade da federação, 16 obtiveram expansão do emprego. Os destaques positivos foram: Rio Grande do Sul (+15.759 postos ou 0,61%); Rio de Janeiro (+13.233 postos ou 0,36%); Santa Catarina: (+8.046 postos ou 0,42%); São Paulo (+7.203 postos ou 0,06%); Paraná (+5.757 postos  ou 0,22%) e  Bahia (+5.695 postos  ou 0,34%).

Os estados que demonstraram as maiores quedas no nível de emprego foram: Goiás (-8.649 postos ou –0,75%), devido, principalmente, às atividades relacionadas ao complexo sucroalcooleiro e Mato Grosso (-5.910 postos ou -0,97%), decorrente, em grande parte, do desempenho negativo do setor agrícola (-4.798 postos).

Minas Gerais também apresentou desempenho negativo (-4.435 postos ou -0,11%), em grande medida, pela queda do emprego no setor da construção civil (-9.917 postos) e agricultura (-6.225 postos).

 

Fonte:
Ministério do Trabalho e Emprego

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